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Kátia não foi uma escolha de Ciro, foi apenas o que sobrou...


O PDT escolheu a senadora Kátia Abreu (Tocantins) para ser candidata a vice-presidente na chapa que tem Ciro Gomes como candidato. Que fique claro: não foi escolha, foi apenas o que sobrou. 

Kátia Abreu tem zero poder de agregação de votos. Nada a qualifica como uma candidata a vice e isso é fácil provar.

A senadora começou sua trajetória como liderança ruralista, fazendo uma obstinada e invejável oposição ao petismo... Oposição que durou até o PT se colocar como força invencível na política brasileira. Foi quando Gilberto Kassab lançou o PSD, tirando Kátia e outros venais governistas do DEM direto para a base petista. 

Claro, Kátia prosseguiu com suas críticas ao petismo... Que duraram até sua aproximação pessoal com Dilma Rousseff. A partir daí a combativa ruralista diluiu seu discurso até se ver diante de outra questão: se era para ser governista, que o fosse com estilo. Foi quando a senadora deixou o PSD para ingressar no PMDB. 

Era a escolha óbvia: era o partido do vice, seria muito mais rentável politicamente do que o PSD. E foi. Kátia conseguiu ser indicada para o Ministério da Agricultura na cota pessoal da ex-presidente Dilma. 

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Evidente que quando vieram os ventos quentes do impeachment a senadora se colou ao governo petista como uma craca. Passou a defender Dilma enquanto dividia o palanque com o MST, MTST e CUT. Sua base ruralista não gostou. Tanto que as punições a Kátia começaram com seu ostracismo na CNA (Confederação Nacional da Agricultura) e terminaram em sua expulsão do PMDB. Antes disso a senadora votou contra o impeachment de Dilma e participou do golpe que manteve os direitos da petista. Após o impeachment, Kátia vagou tal qual o Judeu Errante até embarcar no PDT (que por incrível que pareça era a opção mais moderada no atoleiro da extrema-esquerda).

O que é irônico nesta história é que Kátia foi tida como uma das mais promissoras políticas de sua geração. Apelidada pela extrema-esquerda de "Carlos Lacerda de Saias", Kátia chegou a ser alvo da chacota dos vermelhos com o prêmio "Motosserra de Ouro" do Greenpeace. Por seu amor ao fisiologismo, Kátia jogou fora um futuro brilhante no novo momento político do Brasil. De possível presidenciável, virou um cadáver insepulto. Nas eleições extraordinárias para o governo do Tocantins após a cassação de Marcelo Miranda, a senadora em segundo mandato conseguiu a façanha de ficar em 4° lugar com apenas 15,66% dos votos (apenas 90.033 dos tocantinenses digitaram seu número nas urnas). Falamos deste vexame aqui. 

Bom, Kátia fez sua cama. Trocou uma carreira brilhante por um prato de lentilhas. É possível que ela tenha apostado no fisiologismo dos velhos e bons tempos mirando concentrar os votos que tinha de sua base ruralista junto com os votos da extrema-esquerda. Acabou ficando sem uma coisa nem outra - além de passar pela vergonha de ser a única opção de vice apenas por um critério técnico: seria a única opção que poderia participar de uma chapa fracassada sem correr o risco de ficar sem mandato. É o que acontece com quem abraça leprosos. 


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