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Grupo Abril entra com pedido de recuperação judicial. O lacre custa caro...






Notícia da Exame (que faz parte do Grupo Abril): 

O Grupo Abril, que edita EXAME e Veja, decidiu entrar com um pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira, 15 de agosto. A medida, prevista em lei, serve para que a empresa possa buscar um novo equilíbrio de suas contas, afetadas nos últimos anos por uma combinação de duas forças negativas. Uma delas é a ruptura tecnológica que atinge mundialmente as atividades de comunicação – incluindo o jornalismo e a publicidade. A outra diz respeito aos impactos da profunda crise no Brasil, cuja marca mais evidente foi uma queda acumulada de 10% no produto interno bruto per capita, causando a perda de milhões de empregos e dificuldades para inúmeras empresas.
O pedido de recuperação judicial está sendo formalizado hoje por meio do sistema eletrônico da Justiça. Deve ser analisado por um juiz nas próximas semanas e, uma vez aprovado, o plano de recuperação judicial será apresentado num prazo de 60 dias aos credores da companhia. A dívida submetida à proposta de recuperação judicial é da ordem de 1,6 bilhão de reais. O mecanismo da recuperação prevê um período de 180 dias em que a companhia não pode ser executada, para que a dívida seja renovada após a negociação da empresa com os credores.
Próxima de completar 70 anos desde que foi fundada por Victor Civita, a Abril tornou-se parte da vida de várias gerações de brasileiros, por meio de um leque de publicações em diversas áreas, do entretenimento à educação e à cultura. A história da empresa sempre foi marcada pela inovação editorial, com o lançamento de títulos que se tornaram icônicos, desde as revistas infantis da Disney, com o pioneiro Pato Donald, até a revista Veja, a maior semanal do Brasil e uma das maiores do mundo – que neste ano está completando 50 anos –, passando por outras líderes em suas searas, como Claudia, a mais importante revista feminina brasileira, e Quatro Rodas, imprescindível para quem gosta de carros. A quinzenal Exame é publicada há 51 anos na forma de revista. Dedicada a economia, negócios, finanças e carreira, hoje Exame é também o maior site dessas áreas no Brasil, atingindo cerca de 25 milhões de visualizações por mês.
As revistas da Abril somam uma tiragem total de 5 milhões de exemplares por mês e têm mais de 60 milhões de seguidores em redes sociais. Essa popularidade está calcada no fato de que a Abril se constituiu em uma escola do jornalismo sério e responsável. A qualidade do trabalho feito por suas revistas e sites é de reconhecida importância há décadas – mas especialmente hoje é valorizada, quando o público busca se orientar e se proteger contra as notícias falsas.
Apesar de tudo isso, o ambiente econômico desfavorável e os desafios da mudança tecnológica levaram a empresa a fazer sucessivas reformulações operacionais nos últimos anos. No caminho, vários títulos tiveram a publicação interrompida, mesmo com a empresa já se movendo na área digital. Para atacar os problemas que afetam o negócio, a família Civita, controladora do Grupo Abril, contratou recentemente a consultoria internacional Alvarez & Marsal para um trabalho de reestruturação organizacional.

De fato o Grupo Abril já foi muito importante para a sociedade brasileira, e o legado de Victor Civita deve ser celebrado e homenageado. No entanto seus jovens filhos meteram os pés pelas mãos, entregando o comando de redações para militantes de extrema-esquerda em troca da aprovação da Beautiful people. São tipos asquerosos como André Petry, que em menos de um ano sucateou a Veja e transformou o que até então era o principal veículo de oposição ao petismo em uma versão adulta do Catraca Livre. Tudo o que estes senhores merecem é a ruína, já que o preço do lacre costuma ser bem alto.




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