Ads Top


Com estes péssimos arranjos políticos, extrema-esquerda brasileira não voltará ao poder tão cedo




Por Lucas Pavanato de Oliveira

Dentre todas as correntes políticas a que fez o pior arranjo para as eleições foi a extrema-esquerda, com apenas duas chapas consideráveis disputando as chances de pela primeira vez em quatro eleições não chegar ao poder é grande.

A candidatura mais bem preparada entre os partidos de extrema-esquerda é a do PT, que conta com dois minutos e sete segundos do tempo de TV. Na coligação estão presentes PT, PROS e provavelmente o PCdoB de Manuela D’Ávila - que será vice de Fernando Haddad já que Lula não poderá ser candidato. Mesmo sendo o segundo time mais bem montado em termos de tempo de televisão, a candidatura petista não tem nem metade do tempo de Geraldo Alckmin (que tem se mostrado o mais hábil jogador desse tabuleiro garantindo incríveis seis minutos e três segundos).

A segunda candidatura da extrema-esquerda que melhor se posiciona no tabuleiro (ou de forma "menos pior") é a do coronel  Ciro (PDT). Ele tem como aliado o nanico Avante, que com apenas quatro deputados na Câmara lhe garante apenas trinta e três segundos do tempo de televisão (o que não equivale nem a 10% do melhor posicionado). Ainda assim, é dele o segundo melhor tempo dentro do campo da extrema-esquerda.

O terceiro candidato com mais tempo de televisão é Henrique Meireles do MDB. Com um minuto e cinquenta e seis segundos, o insosso candidato não fez nenhuma grande articulação; mas devido ao tamanho de seu partido tem um bom tempo garantido. Nos debates Meireles deve servir como auxiliar de Geraldo Alckmin (PSDB), que é o candidato com mais chances do intitulado “centro”.

Liderando as pesquisas nos cenários sem Lula, Jair Bolsonaro (que tem 17% das intenções de voto segundo o IBOPE) e Marina Silva (com 13 % nos cenários apresentados pelo instituto) não fizeram uma boa articulação - e juntos não somam nem trinta segundos do tempo no programa eleitoral. Ambos os candidatos tendem a sofrer quando a campanha começar no próximo dia 15, quando apenas a influência nas redes sociais não será suficiente.

Contudo, a maior prejudicada neste arranjo político-eleitoral foi a extrema-esquerda, que há mais de treze anos se viu a frente do poder sendo tirada de lá por seus crimes em agosto de 2016. É provável que agora sequer chegue no segundo turno (e se chegar certamente será derrotada).

Lula chora de dentro da sua cela, enquanto os inimigos da lei dão seus últimos suspiros. A extrema-esquerda não voltará ao poder tão cedo.



Lucas Pavanato de Oliveira é estudante de Direito, ativista e Coordenador do Movimento Brasil Livre. 



Curta o Reacionário no Facebook:


[left-sidebar]


Tecnologia do Blogger.