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Bolsonaro no Jornal Nacional: mais uma vez a imprensa tradicional protagoniza um vexame ao tentar lacrar sobre candidato


A esta altura do dia já foi dito quase tudo sobre a rumorosa entrevista de Jair Bolsonaro no Jornal Nacional. Mas qual o motivo para um candidato a presidência ter jantado a dupla responsável pelo mais importante e influente telejornal brasileiro, que por acaso é produzido pelo maior grupo de comunicação do país? A razão é simples: faltou jornalismo. 

Renata Vasconcellos amanheceu como um fiapo de ânimo na esquerda brasileira por ter confrontado o político com a questão da igualdade salarial. Por óbvio não vão comentar o fato de que a jornalista foi sim alvo de uma tréplica constrangedora. Quando ela disse que seu salário não era pauta para terceiros por trabalhar em uma empresa privada, Bolsonaro lembrou que a tal empresa recebe milhões de reais todos os anos que são provenientes dos cofres públicos. Não houve resposta. Independente de ter sido um raro momento de brilho fraco, o fato objetivo é que a jornalista agiu mais como militante do que como jornalista. 

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O próprio William Bonner foi muito infeliz. Acostumado a encurralar candidatos com perguntas difíceis, o jornalista se deixou levar pelo editorial indecente produzido pelos que se vêem como "integrantes da esquerda limpa". Ficou discutindo first world problems, deixando os flancos abertos para que Bolsonaro se safasse de qualquer pressão. 

Como é possível que a principal emissora de televisão ainda não tenha desenvolvido a capacidade de distinguir o brasileiro médio daqueles pequenos grupos de gente afetada que vive no Leblon e vota em Marcelo Freixo? Será que algum jornalista da Globo acha mesmo que Bolsonaro perderá votos ao se colocar contra um material didático controverso ou como alguém que se opõe a ideologia de gênero ou contra o alvará que o Estado brasileiro concede a quem opta pela vida criminosa? E o que dizer daquela pegadinha dos rabiscos na mão, que vários jornalistas ávidos por manchetes noticiaram sem saber que nada mais era do que uma releitura do lema "Deus, Pátria e Família"? O sonho de quase todo jornalista é ser o autor da bala de prata que irá de Bolsonaro a chance de se tornar presidente. É esta fixação que faz com que esta classe se projete sobre o abismo. Estes senhores são patéticos. 

A classe jornalística está muito acostumada com o monopólio da informação, por isso se perdem em rotinas gastas que não impressionam mais ninguém fora dos diminutos círculos sociais da extrema-esquerda. Daí se concluí que Bolsonaro passou incólume em uma de suas mais difíceis provações não por ter sido submetido a inéditos métodos de media training, mas sim porque nossos profissionais de imprensa se acham tão confiantes em suas velhas práticas que resolvem confrontar o candidato ao invés de simplesmente se posicionarem de forma profissional. O que aconteceu ontem no Jornal Nacional foi isso: sobrou lacre e faltou jornalismo. 



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