Ads Top


A PM negra e homossexual morta em SP: o que mata não é o "preconceito", é a violência fomentada pela extrema-esquerda





Nos noticiários a menção ao desaparecimento da policial militar Juliane Duarte é tímida. Considerada negra (ou parda), homossexual e mulher, Juliane não escapou da sina da comparação com a vereadora Marielle Franco. Menos ainda de ter seu destino politizado. Mas faz parte, já que esta é a dinâmica do debate público e do próprio homem. 

O fato é que a PM foi vítima de violência. Após notar o sumiço de seu celular em um bar na Favela de Paraisópolis, a policial exigiu que o aparelho fosse devolvido ao mesmo tempo em que denunciou sua posição como profissional da segurança pública. Foi o suficiente para que ela fosse alvo de disparos. Imediatamente após os tiros, a PM foi retirada do estabelecimento por homens encapuzados. A major da PM foi baleada e sequestrada na última quinta-feira (02 de agosto), ou seja, há exatos quatro dias. A hipótese de que esteja morta é a mais provável. 

Quem leu a publicação deste blog tratando da morte da vereadora Marielle Franco há de se lembrar que este humilde blogueiro escreveu as seguintes linhas: 

Morreu a vereadora Marielle Franco. Ou melhor: foi executada de maneira bárbara. Evidente que seus familiares e amigos merecem solidariedade e que a perda de uma vida jovem deve ser lamentada. A única coisa razoável a ser dita no momento é que as autoridades precisam investigar o caso de maneira rigorosa e o mais célere possível, já que se trata de uma violência sem precedentes.

Sim. É inequívoco que houve um crime violento que requer reparação e justiça. No entanto a morte de Marielle foi transformada em bandeira e seu cadáver se tornou palanque político. Seu homicídio foi atribuído a diversos atores reais e imaginários, desde o governo Temer e a Direita até o conservadorismo, homofobia e escalada fascista. As investigações apontam para as milícias, aqueles grupos paramilitares que surgiram no vácuo deixado pela falta de presença do Estado nas periferias do Rio de Janeiro desde que o asqueroso Leonel Brizolla governou aquela unidade da federação. 

Marielle não foi morta por ser mulher, bissexual, negra ou de esquerda. Foi morta, ao que tudo indica, por milicianos. Estes seres abjetos não dividem o mundo nesta categoria: ou se está com eles ou contra eles. Exatamente igual boa parte dos donos de morro, que em boa parte das vezes desconhecem a fauna ideológica (ainda que no plano político são beneficiários diretos das bizarrices da extrema-esquerda). 

continua depois da publicidade



Assim como Marielle, a PM Juliana foi morta por criminosos que disputam poder com o Estado. Até o momento em que ela se identificou como policial, nada havia acontecido a ela. Isso serve para demonstrar o estado de coisas em que nos metemos: temos grupos organizados dentro do território brasileiro que não reconhecem a legitimidade de nossas leis e instituições. Tanto que ao invés de se esconderem ou fugirem de representantes do Estado, investem contra eles por entenderem que é o Estado que está invadindo seu espaço vital. São grupos que investem contra a própria soberania brasileira, já que disputam poder sobre fatias do nosso território. Deveriam pois ser tratados como ameaças a própria segurança nacional, já que disputam autoridade com o Estado brasileiro - ao contrário daqueles criminosos comuns que de certa forma se submetem ao império das leis sem se organizar como contraponto ao poder estabelecido. 

Não há luto maior ou menor. Tanto a vereadora de extrema-esquerda quanto a PM merecem justiça. Tanto os assassinos da PM quanto da vereadora ameaçam o Estado.  Que tratemos o assunto como ele merece: há um processo de desagregação do território nacional, que hoje é pilhado por grupos criminosos assim como o Império Romano foi pilhado e desmantelado pelos bárbaros. Com a diferença que possuímos setores da elite que flertam com este desmonte ao mesmo tempo em que incentivam o crime por verem aquilo como parte da dinâmica marxista de consolidação do processo revolucionário. 

Daí entramos em uma questão delicada: estes indivíduos que querem o desmonte da ordem estabelecida são justamente donos dos meios econômicos e de comunicação. Alguns também estão presentes na esfera pública, o que permite uma nefasta manipulação midiática. Por isso espalham a fake news de que a vítima morreu por ser membro deste ou daquele recorte social, desta ou daquela minoria sexual, étnica ou religiosa. Culpam sempre os adversários políticos enquanto protegem os reais culpados. Ao mesmo tempo que se recusam a apoiar medidas eficientes contra a violência e impunidade, querem solapar o processo legal para atacar seus oponentes - agora devidamente transformados em quixotescos moinhos de vento. Enquanto a mídia se mobiliza para repetir a cantilena dos falsos culpados, os reais mergulham no anonimato. Não há lei, potestade, autoridade ou mesmo tirania que combata "o preconceito contra a mulher negra, lésbica e etc". O que existe é o homicídio, e ele deverá ser punido com rigor independente de qual for a motivação. 

Bom, isso é o que pensam aqueles que querem Justiça. Quem prefere o discurso canalha, oportunista, carniceiro e sujo está ignorando a morte da major Juliane enquanto pede singular celeridade no caso da vereadora. Isso em um país que soluciona apenas 6% dos homicídios catalogados de acordo com dados oficiais da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública. Ora, os que agem desta forma cínica sequer são dignos de pertencer a espécie humana. 

Curta o Reacionário no Facebook:




[left-sidebar]

Tecnologia do Blogger.