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PT tentou aplicar golpe, mas só conseguiu mesmo o vexame de produzir mais um Waldir Maranhão


Passado os tremores (e temores) do último domingo, é possível elaborar algumas conclusões sobre a tentativa de golpe que foi tramada pelo desembargador Rogério Favreto em sua malfadada tentativa de livrar Lula. 

De tão exótica, é possível concluir que a ação tinha como objetivo apenas desacreditar a Justiça e levantar os ânimos da militância combalida. Se foi isso mesmo, conseguiram. A militância petista é composta de abutres, basta fornecer carniça para que o bando se junte com todo seu ímpeto e fúria.

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A tentativa de golpe tem a cara e o focinho de José Dirceu, solto por seu ex-funcionário Dias Toffoli. Como foi dito por mim Eric Balbinus em participação no MBL News, a soltura de Dirceu representava grande perigo para as instituições porque ele foi o operador do plano criminoso de poder do Partido dos Trabalhadores. Dirceu é uma das mais geniais mentes políticas do Brasil, seguidor fanático do petismo e por isso mesmo um perigo para a própria democracia. É óbvio que fatos como o de ontem se tornarão cada vez mais frequentes a partir de agora.  

O desembargador Favreto é um golpista, agiu de forma calculada. A Justiça sairá desacreditada caso o canalha conquiste o alvará da impunidade. 

O desembargador Favreto talvez se achasse muito genial em sua investida contra a Justiça. Tentou emular a genialidade de Eduardo Cunha e acabou passando pelo vexame de se tornar mero cover do patético Waldir Maranhão, aquele folclórico deputado que tentou anular o impeachment ao assumir a presidência da Câmara. A diferença entre Cunha e Favreto Maranhão é que o primeiro agia dentro do regimento, enquanto este age como marginal ignorando as normas da instituição na qual trabalha. 

Fica difícil para a narrativa petista manter a tese do golpe. Já era difícil antes, com um caminhão de provas dos crimes de Lula e Dilma e as alianças dos petistas com partícipes do "golpe" nas eleições estaduais (incluindo MDB, PP, PSDB e até mesmo DEM). Ficará ainda pior depois que o próprio partido tentou aplicar um golpe no judiciário. 

Também fica difícil acusar o juiz federal Sérgio Moro de "estranha celeridade", já que em tese o desembargador Favreto Maranhão expediu a soltura de Lula em tempo recorde (ainda mais se comparado com o tempo de Moro nos processos contra Lula). 

O PT chega nas eleições após ter protagonizado um plano de fuga de um criminoso condenado. Se a oposição ao petismo for hábil, poderá facilmente implodir o partido nas urnas ao expôr a natureza mafiosa da organização. 

É possível que as tentativas de soltura de Lula fiquem ainda mais difíceis após a tentativa de golpe do 08 de julho. Algo que os golpistas foram exitosos foi em redobrar a atenção da sociedade para o judiciário e para o condenado Luis Inácio Lula da Silva. Qualquer recurso apresentado pela defesa será alvo de marcação cerrada. 

Por último e não menos importante, é fato que o que foi feito ontem não é visto em nenhuma democracia consolidada. Houve mais uma tentativa de golpe gestada dentro de instituições. O Estado brasileiro está a beira de um colapso sem precedentes. Esta derrocada se dá pelo simples fato de que as instituições republicanas foram firmadas na areia das conveniências políticas e corporativas desde o golpe de Deodoro. De lá para cá o Brasil nunca experimentou a verdadeira estabilidade política, já que o aparato do Estado não conta com a necessária legitimidade popular. Durante o período republicano sofremos com três golpes de Estado propriamente ditos (sem contar com o golpe petista que propiciou os treze anos de governo Lula/Dilma), adotamos sete constituições em cento e vinte e oito anos, criamos um federalismo mandrake que centraliza o poder e institucionalizamos privilégios para castas políticas e econômicas. É óbvio que fatos como o golpe de Favreto só são possíveis em um Estado doente. Favreto e o petismo são como a herpes, indicam que algo não vai bem nas entranhas do poder público. É preciso colocar a casa em ordem.

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