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Jornalistas que sabatinaram Bolsonaro no Roda Viva deveriam renunciar a profissão após o vexame de ontem



Parte do Brasil parou para assistir a sabatina de Jair Bolsonaro no Roda Viva de ontem. Havia muita expectativa, já que se trata de um dos programas jornalísticos mais importantes do país entrevistando o candidato favorito as eleições (Lula pontua melhor, mas presidiários não podem disputar eleições). Por outro lado havia o fator Bolsonaro: o deputado federal é conhecido pelos disparos verbais, por escorregadas retóricas e por divididas desnecessárias. Muito se falou sobre o sujeito começar  gaguejar, fugir da raia ou fraquejar. Bom, o resultado é o que todos viram.

Foi constrangedor. Humilhante. Vergonhoso. Bolsonaro sequer teve que se esforçar para esmagar as cretinas aspirações dos jornalistas Daniela Lima (Folha de SP), Thays Oyama (Veja), Maria C Fernandes (Valor), Leonencio Nossa (O Estado de São Paulo) e o intragável Bernardo Mello Franco (O Globo). Um desavisado que tenha assistido a tunda pode ter pensado em duas possibilidades: a de que os jornalistas fossem os mais incompetentes da categoria ou que aquilo tudo não passava de um circo armado em conluio com o próprio candidato para se promover por meio da entrevista.

Os jornalistas resolveram insistir em questões como as opiniões de Bolsonaro sobre o Regime Militar, perguntaram se ele era de fato um democrata, questionaram sobre acusações de racismo e incitação ao estupro que não passavam de perseguição política e midiática, além de investirem na promoção da fake news sobre Bolsonaro ameaçar metralhar a favela da Rocinha.

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Foi um circo dos horrores. Thays Oyama (da Veja), não conseguia sequer formular uma pergunta coerente. Se perdeu em meio a abstrações e acabou virando meme com sua perplexidade diante do entrevistado. Leonencio Nossa jogou na lama a reputação do Estadão com sua postura que se situava na zona cinzenta do cinismo, arrogância, sarcasmo e birra de moleque. Principalmente quando confrontado por Bolsonaro com a menção a Cuba. O jornalista que em suas redes sociais utiliza uma foto do jornalista Roberto Marinho com o ditador Fidel Castro não soube lidar com o deputado. Depois tivemos o untuoso Bernardo Mello Franco com suas obsessões progressistas achando que provocaria no público o mesmo sentimento que obtém dos filiados ao PSOL que fazem parte de seu círculo social. Maria Fernandes só queria falar de ditadura. Quem teve algum momento melhor foi a jornalista da Folha Daniela Lima quando questionou sobre os privilégios já defendidos pelo parlamentar. Ainda assim só se destacou porque os outros foram ainda piores que ela.

Foi um dia difícil para o jornalismo. Os militantes de redação estavam mais interessados em bater boca com Bolsonaro do que em formular questões de interesse do eleitor. Pareciam hienas diante de um animal indefeso. Como o ódio cega, esqueceram que 99% da população brasileira não se identifica com os círculos de afetados nascidos nas altas rodas que se julgam superiores por odiarem o sistema que proporcionou seus privilégios sociais e econômicos. A esmagadora maioria da população quer tratar do mundo real, ou seja: trabalho, serviços públicos, segurança e dignidade para viverem em paz com suas famílias. A própria esquerda quando olha mais para a via marxista pragmática acaba colhendo dividendos melhores do que quando tenta falar dos problemas secundários da galera que mora nos condomínios de Moema e Leblon. O cidadão médio não é ideológico, quer apenas viver e trabalhar sem que o Estado o atrapalhe. Mesmo a comoção pelo Regime Militar não causa impressão - alguns sequer conhecem os detalhes deste período histórico enquanto outros veneram o passado onde os serviços públicos não universalizados pela "Constituição Cidadã" possuíam qualidade infinitamente superior. É por essas e outras que muita gente ainda flerta com o passado de exceção, que do ponto de vista prático do homem comum foi muito superior a democracia da Nova República.

É possível cravar com precisão a diferença entre a esmagadora maioria dos críticos de Bolsonaro  esquerda e a direita. Bolsonaro possuí suas contradições - algumas até bem graves, mas nada proporcional ao tratamento indigno que recebe por parte da extrema-esquerda. O tal Leonencio Nossa chegou a bater boca com o candidato pela afirmação de que o MST era terrorista. Em que mundo o jornas vive para achar que o grosso da população brasileira defende ou legitima o banditismo do MST e congêneres? Nem Lula e Dilma Rousseff ousaram se dirigir ao povo brasileiro defendendo essas organizações criminosas, mas o jornalista quer exigir de Bolsonaro a submissão aos bandidos do campo. Depois veio Ricardo Lessa citando o Wikipédia como fonte enquanto Daniela Lima se indignava com um país em que pessoas podem escolher ou não o porte de armas. O que se viu no Roda Viva ontem foi assombroso. Pornográfico. Foram armados com a couraça da indignidade para destruir o candidato e provaram que além do caráter defeituoso ainda são incompetentes. Foi por esta razão que cometi este tweet ontem:


O caso é que a militância de extrema-esquerda que transforma redações em aparelhos de sua guerrilha suja é a mentora intelectual de Bolsonaro. Quando o parlamentar se insurgiu contra o tal "Kit Gay" do então ministro da Educação Fernando Haddad, a militância quis detoná-lo por dizer que o rei estava nu. Foi assim que transformaram um controverso parlamentar do baixo clero em potencial sucessor de Michel Temer. Jornalismo pode ter o viés que for, mas jamais deve confundir linha editorial com militância. Foi assim que aqueles imbecis consagraram Bolsonaro no Roda Viva. Se estes senhores tiverem algum senso de dignidade e autopreservação, deveriam renunciar a profissão após o vexame de ontem.






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