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Escândalo do Facebook: Ex-auxiliar de Janot comemora censura e deixa escapar que foi parte do conluio com TSE


As coisas estão acontecendo muito rápido no Escândalo da exclusão arbitrária de páginas e perfis pelo Facebook. Os últimos acontecimentos deixam claro que há um conluio entre gente grande que pretende de alguma forma interferir nos resultados da eleição. Uma das provas disso foi documentada pelo portal BR18, do Estadão. A nota é assinada pela jornalista Vera Magalhães. 

O procurador da República João Carlos Rocha chamou de “ação exemplar” a decisão do Facebook de tirar do ar 186 páginas e 97 perfis de usuários brasileiros sob a alegação de que faziam parte de uma rede coordenada que se ocultava com contas falsas.
Ele disse no Twitter que a ação assegura o cumprimento dos compromissos estabelecidos junto ao TSE. O perfil oficial do tribunal curtiu a publicação do procurador. Movimentos atingidos pela ação do Facebook se queixam, entre outras coisas, de o TSE ter colocado em sigilo as atas de reuniões que trataram de fakenews. / V.M.

Vejam só: o procurador-geral que curtiu a informação e que está defendendo a censura em seu Twitter é o mesmo que assessorava o nebuloso Rodrigo Janot quando este atuava como déspota pouco esclarecido no comando da Procuradoria Geral da República. A informação consta inclusive no perfil do sujeito no Linkedin. 



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Não é a única pegada deixada pelos canalhas. O perfil do Tribunal Superior Eleitoral curtiu o tweet. Notem que não há problema algum na manifestação do procurador, que tem garantindo a liberdade de expressão. Quem não tem liberdade de expressão é o perfil do TSE, que deveria apenas reportar fatos sem indicar qualquer preferência política, partidária ou ideológica. 

Claro, o TSE atualmente é presidido por Luiz Fux. O homem que já custou mais de R$ 5 Bilhões. Sim, ele é o principal defensor do imoral auxílio-moradia para juízes e desembargadores. Lembrando que ele tem uma filha e a própria esposa ocupando estes cargos. Pode-se até dizer que a luta do ministro Fux por estes benefícios é uma luta em causa própria - assim como foi em causa própria que ele fez o que pode para convencer o governador Luiz Fernando Pezão a nomear sua jovem filha para o cargo de desembargadora no Estado do Rio de Janeiro. 

O ministro Fux passou a se preocupar com as tais "fake news" quando se tornou alvo da ira santa das redes sociais após seus conchavos se tornarem públicos. Ali o ministro passou a brigar com a liberdade de expressão, inclusive blefando a respeito do poder da anacrônica e exótica corte da qual faz parte por extensão. Segundo declarações do ministro, as "fake news" poderiam render penas como multa e cadeia, além da possibilidade de se anular uma eleição. Ora, que meios garantiriam a conclusão honesta e objetiva de que determinado candidato só venceu um pleito com a ajuda de fake news? Ou melhor: que trecho da Legislação determina estas coisas? 

Aliás, recentemente houve uma audiência entre membros do TSE com as tais agências de checagem e executivos do Facebook. As atas do encontro foram colocadas em sigilo, contrariando tudo o que a legislação brasileira garante em termos de transparência. Suspeito ou óbvio?

São questões que restam pendentes, mas que juntas formam um retrato assustador do que acontece nas instituições brasileiras. Temos verdadeiros gangsteres atuando nas altas esferas do poder, gente utilizando a máquina pública para enfraquecer as instituições e degolar a democracia da mesma forma truculenta com que o Facebook retira do ar páginas e perfis enquanto acusa cidadãos brasileiros de diversos crimes sem apresentar uma única prova ou denúncia.



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