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A curiosa acusação de racismo contra o PSOL feita por um correligionário do próprio partido


Mais cedo o historiador Douglas Belchior conseguiu abrir uma discussão muito constrangedora para os membros de seu partido: pré-candidato a deputado federal, Belchior disse que partido é racista e não mantém coerência. Belchior cometeu as declarações após a negativa do partido em responder uma carta onde o militante questionava a falta de transparência nos repasses de recursos para os candidatos. Belchior diz que fez a manifestação após ouvir informações dos bastidores dando conta de que o partido iria privilegiar candidaturas "brancas". "Quando o PSOL for mais acolhedor ao povo negro, quando o PSOL for um partido mais radicalmente comprometido com a pauta negra, ele será, automaticamente, melhor, mais acolhedor e mais eficiente para o povo brasileiro, que é, na sua maioria, negro e que sofre por ser negro", afirmou o pré-candidato."

Interessante que esta polêmica se dê em um partido conhecido como criadouro de justiceiros sociais. Mas é claro, convêm ouvir o outro lado. Daí vemos o que o presidente estadual do partido é negro - segundo a reportagem do UOL. Em nota, Jocelicio Junior se defendeu das acusações de Belchior - inclusive alegando que ele já está na faixa prioritária do partido e lembrando que as manifestações não são por outros candidatos negros, mas sim uma reclamação pessoal. "Interessante que todas as manifestações públicas do requerente [Douglas Belchior] apontam para uma reclamação individual, como se o partido aumentando os recursos apenas dele estaria sanado o racismo institucional."

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O interessante é que ambos estão corretos nesta história. Belchior diz a verdade quando diz que o PSOL é racista. Em se tratando de um partido pequeno burguês que prega exclusivamente para os filhos descontentes da elite brasileira, não poderia ser diferente. Não é um partido presente nas grandes discussões, concentrando sua pauta radical naquilo que para o PT é acessório - como aborto, drogas e "first world problems". O eleitor médio do PSOL é branco, de classe média alta e sem qualquer contato imediato com os plebeus que não seja por meio dos empregados de sua casa ou os funcionários de limpeza que limpam a sujeira que eles deixam na universidade e nas ruas. É este eleitor que gosta de chamar negros de Direita de "capitão do mato", reforçando as correntes da senzala ideológica que prendem alguns indivíduos no curral político das esquerdas. Mas Jocelicio também está correto ao avaliar que o partido busca privilegiar os candidatos mais viáveis, sejam brancos ou não. E que os berros de Belchior deixam entender que ele sozinho representa toda a população negra, que beneficiá-lo é algo que se estende a todos que possuem tons de pele semelhantes. 

É terrível constatar que Belchior se utilize de mazelas sociais para brigar por benefícios próprios de forma tão descarada. E é reincidente: em 2016 ele tentou alavancar sua candidatura se apresentando como um contraponto a Fernando Holiday. Auxiliado pelo infame Ronald Rios, Belchior se lançou contra uma candidatura "fantoche da Casa Grande". Seu golpe não vingou e ele conseguiu apenas onze mil votos no mesmo pleito que garantiu trezentos mil para o quatrocentão Eduardo Suplicy (o que aponta a predileção das esquerdas por homens velhos, brancos, ricos e bem-nascidos). Guilherme Boulos - que é branco e filho das elites (o invasor incendiário é filho do renomado infectologista Marco Boulos) e sequer era membro do partido, se filiando a mando de Lula (outro branco rico) para ser uma das alternativas da esquerda conforme atestado na Missa Negra do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Enfim, não pega bem para um  preto instrumentalizar questões sérias para obter benefícios imediatos. Claro, estou falando de alguém que milita no partido de Janira Rocha, Jean Wyllys, Babá, Marcelo Freixo e outras excrescências da política nacional. É óbvio que o oportunismo falaria mais alto. Do outro lado temos a conjuntura de um partido que é celeiro do ódio. É desta fábrica de indignação e ira que saem tipos como Sâmia Bomfim, Isa Penna e tantos outros tipos lamentáveis. Não é atoa. O que é risível é que a situação tenha saído do controle a ponto dos cães do PSOL morderem os calcanhares dos próprios donos. 


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