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Faltou o STF explicar o motivo de não querer mais transparência e segurança nas eleições na decisão contrária ao voto impresso


Ontem o Supremo Tribunal Federal acolheu uma ação direta de inconstitucionalidade apresentada pela procuradora-geral da República Raquel Dodge contra a implementação do voto impresso nas eleições de 2018. O projeto, como se sabe, é do deputado federal Jair Bolsonaro.

A questão apresentada pelo Ministério Público Federal é o custo de  R$ 2 bilhões, já que o Tribunal Superior Eleitoral alega não ter condições de arcar com estes custos no momento. O Tribunal de Contas da União referendou o cálculo.

Não deixa de ser curioso que ninguém se manifestou contra os altos custos do fundo partidário e do fundão eleitoral bilionário. Ora, também não nos custarão os olhos da cara? Qual o motivo disso?

No fundo o que o STF, o MPF, o TSE e todos os outros órgãos não falam é se é ou não razoável ter mais transparência e segurança no processo eleitoral. É bom que se diga: o que confere estes valores ao pleito não é a existência da anacrônica justiça eleitoral (uma estrutura ridícula que só existe em países como Costa Rica e Venezuela), mas sim o próprio processo.

O projeto do voto impresso é uma das maiores conquistas por se tratar de algo que ao invés de questionar a segurança das urnas de forma leviana e conspiratória, trabalha apenas com a previsão de conferir ainda mais lisura ao processo. Quem poderá ser contra isso? Em momentos em que alguns ministros do STF como Luiz Fux alegam que "fake news atrapalham o processo eleitoral", não seria o caso de tornar o processo mais seguro?

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