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Bretas se banha na indignidade ao prestar tributo para Lula em depoimento. Nem os porcos se sujariam tanto.


Hoje vimos uma cena dantesca: o juiz federal Marcelo Bretas aproveitou o depoimento do ex-presidente Lula em audiência de um dos milhares de processos contra o ex-governador (e também presidiário) Sérgio Cabral para tecer loas ao petista. O vídeo entra para a história como um dos episódios mais vergonhosos da história do Brasil. O juiz se banhou na indignidade. É possível dizer que nem os porcos se sujariam tanto.

Veja bem: uma coisa é reconhecer que Lula é um gênio político, que soube se aproveitar das mazelas sociais para instrumentalizar o povo, que conseguiu emplacar o maior plano criminoso de poder que se tem notícia no Ocidente (certamente algo que sequer seria imaginado por um idiota). Mas não foi isso que Bretas fez (se fosse estaria igualmente errado, já que não é papel de juiz).

Não: Bretas resolveu homenagear um criminoso. Fez ainda pior ao confessar sua paixão não correspondida pelo petista, que habilmente aproveitou o episódio para mais uma vez provar sua genialidade criminosa ao sugerir que voltará e que convidará o magistrado para seu próximo comício.

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Não se espantem se Bretas aceitar. Ele gosta mesmo deste tipo de ambiente. Aqui neste blog já foi denunciado seu vício pelos holofotes, com direito a encontros com conhecidos partidários da extrema-esquerda como Caetano Veloso e Paula Lavigne. Inclusive há uma prática recorrente do juiz fluminense em se pautar pelo que é dito pela turma do PSOL - aqueles que dizem ser contra a corrupção de Cunha enquanto querem Lula Livre.

Vejam só: isso sempre esteve nas entrelinhas. Aquele puritanismo, aquela tentativa de legislar no Judiciário, o desrespeito ao devido processo legal, as falas fora dos autos, a demonização da política e a exaltação do Judiciário como única corporação capaz de salvar o Brasil... tudo isso sempre denunciou o petismo de Bretas. Não só isso: o fato do juiz achar legítimo receber auxílio-moradia mesmo sendo proprietário de um luxuoso apartamento denuncia sua moral deformada.

Parece bizarro ler estas linhas em um blog conservador. Mas vejam só: estes ídolos dos pés de barro também crescem como o petismo, sempre a sombra da falência das instituições. Se Bretas condenou este ou aquele corrupto, o fato é que não fez mais do que sua obrigação. Não merece confetes por fazer o seu trabalho. É o mesmo que chamar o seu João da padaria de herói por vender seus produtos, ou chamar o garçom de campeão pelo bom atendimento. Aliás, é melhor chamar o garçom de campeão pelo bom atendimento do que endeusar burocratas. O garçom não terá jamais poderes sobre o Estado, ao passo que os burocratas já mandam mais do que deveriam.

A recaída petista de Bretas é um vexame para as instituições e uma desonra para o judiciário. A democracia brasileira que garantiu a igualdade para mandar um presidente criminoso para a cadeia se viu maculada pelos delírios de um magistrado com delírios autoritários que ainda não se curou do amor por um criminoso. Quando é dito que o petismo é uma seita, é disso que se trata. Bretas não conseguiu se conter diante da presença da divindade. E é preocupante: não se pode dizer que o juiz fosse um jovem iludido que acreditou que o PT era diferente. Ao contrário até: o jovem Bretas era um apaixonado pelo socialismo, se aproximou do partido e vestiu camiseta e boné para seguir Lula justamente no momento em que ele proferia sua retórica mais radical. O verdadeiro Bretas não acredita em democracia, mas sim naquele socialismo latino do Foro de São Paulo. O verdadeiro Bretas não prende criminosos por fazer seu papel como juiz, mas por ser um crente na luta de classes. O verdadeiro Bretas ainda se emociona com a possibilidade de uma ditadura do proletariado a ponto de perder a pose de juiz justiceiro quando se encontra com seu Jim Jones operário.

Este texto só pode ter duas conclusões possíveis: a primeira, de que quem muito abaixa mostra aquilo que deveria estar escondido nas calças. E que bem-aventurados são os que não endeusam homens, antes tem seu prazer na lei (dos homens e de Deus), e nela meditam de dia e de noite. 

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