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Aviso aos chatos, aos oportunistas e aos ressentidos: deixem a Seleção em paz


Uma doença que tem tomado conta do debate público brasileiro é a Copa do Mundo. Pesquisas apontam que metade dos brasileiros não liga para o evento, enquanto outras indicam que alguns cobram interesse maior em questões mais importantes. É o suficiente para que alguns digam que não é justo que um jogador ganhe mais que um professor e outras bobagens do tipo. 

Mas este ano a doença veio piorada: veio com toques de rancor por parte daqueles que sofreram o impeachment, que utilizam as redes sociais para despejar seu ódio contra as cores nacionais e vilipendiar a camiseta da seleção. No palco também tem malucos de esquerda e direita misturando conceitos vazios para fazer crítica social foda. 

Este blogueiro se inspira em Nelson Rodrigues mesmo discordando da afirmação de que "A Seleção é a Pátria de Chuteiras". Não é para a maioria dos que não se interessam ou mesmo para os que torcem. Isso não invalida a paixão ou mesmo o comprometimento dos que colocam seu coração no esporte. 

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É dantesco ter que falar do óbvio, mas o fato é que os que criticam a paixão remanescente pela Seleção se dividem entre oportunistas, insensíveis e ressentidos. Os primeiros estão dispostos a qualquer coisa, por isso aproveitam qualquer brecha para vender a controvérsia. Os segundos nunca foram tocados pela dimensão humana do futebol. Não há nada mais sublime do que acompanhar a trajetória de um time, sua formação, suas aspirações e suas conquistas ou derrotas. A vitória e o fracasso representam a concretização (ou não) de ideais humanos. Quem é morto por dentro não sente estas coisas e traduz essa paixão como perda de tempo por não ser algo prático. Veja bem: a Capela Sistina não era uma criação prática. A Cavalgada das Valquírias, as sonatinas de Schubert, os autos e farsas, o teatro... Nada disso tem sentido prático ou imediato que possa ser mensurado por estes utilitaristas. Mas é algo que engrandece a alma, que nos conecta ao metafísico e ao eterno. O futebol é mais primário na forma, mas é tão sublime quanto qualquer uma dessas obras humanas. Isso é o suficiente para que os seus amantes o venerem com orgulho. 

E quanto aos ressentidos que falamos antes? Bom, os ressentidos já experimentaram da paixão do futebol. Eles conhecem o sabor da paixão. É o indivíduo que já se preparou para assistir a seleção nos tempos de glória, que já pintou rua, que já viveu momentos inesquecíveis com amigos e familiares. Este só renega sua paixão porque mistura o exercício da humanidade com fatos completamente alheios a seleção. Outros aproveitam o momento para ostentar virtudes, para parecerem melhores que os outros. 

Não sei quem começou a corrente, mas o fato é que prestar atenção a Copa não fará com que o Brasil piore. É verdade, você é roubado enquanto assiste a Seleção. Também é roubado se for ao Teatro Oficina, enquanto pesquisa para sua tese de doutorado, enquanto vai a Igreja, enquanto lê Foucalt e até quando problematiza questões aleatórias para ganhar likes em redes sociais. Se você tem algo para contribuir com o país e com a mudança neste estado de coisas, é melhor que empregue sua energia melhorando a sociedade. É bem mais proveitoso do que ser o otário que tenta jogar água no chope de terceiros. Deixem a Seleção em Paz. 

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