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Temos mais uma vertente da Direita: o liberal entreguismo.


O debate nos últimos dias tem girado em torno da questão das agências de fact-checking que fecharam uma controversa parceria com o Facebook para "filtrarem" notícias falsas. Um contrato suspeito que inclui desde a rotulagem no que for considerado falso por checadores parciais até a restrição de conteúdo. Notem: quem fará as checagens são aqueles mesmos que dizem que o impeachment foi golpe, que querem Lula Livre e que negam os crimes de Nicolás Maduro.

A principal estratégia dos defensores da censura é a generalização. Dizem que por ser uma plataforma privada, o Facebook tem o direito de quebrar o contrato firmado com os produtores de conteúdo - aquele que prevê isenção por parte da rede social. Outros dizem que o ato de reclamar do viés das agências é ser favorável a checagem e ao combate das notícias falsas. Há ainda os imbecis que dizem que isso é uma ameaça a democracia.

Tudo não passa de mentiras fabricadas para envolver os adversários e tirar o foco do que de fato importa. Quem se sentir ofendido ou prejudicado por notícia falsa já pode recorrer a Justiça. O fato de a plataforma ser privada também não livra o Facebook de cumprir com a legislação brasileira. O que não é possível é que grupos completamente comprometidos com agendas ideológicas arroguem para si o papel de Ministério da Verdade. Aliás, ninguém respondeu qual o motivo do contrato com os checadores ter sido firmado apenas até dezembro de 2018. Será que as notícias falsas cessarão após esta data ou a intenção é apenas interferir nas eleições?

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Digo isso por ter perdido a paciência (e a fé) no senhor Joel Pinheiro da Fonseca. Embora possuísse divergências pontuais com ele (que é libertário, enquanto eu sou conservador), o respeitava como um autêntico democrata. Agora isso se foi. Não é possível que alguém se vergue a ponto de aceitar as chantagens de gente como Pablo Ortellado e da cretina classe jornalística brasileira. Pior ainda é o fato de que ele validou as tentativas de censura colocadas em prática pelo Facebook e agências de checagem.

Não há nada de consistente no argumento de Joel Pinheiro que justifique isso. Ele simplesmente diz que o fato de uma empresa ser privada a autoriza a promover qualquer tipo de expediente. Seria como dizer que não poderíamos reclamar da Odebrecht tocar um departamento de propinas apenas por ser uma organização privada. Ora, decisões feitas no privado afetam a sociedade. Ainda mais em se tratando de grandes corporações como o Facebook.

Pior ainda é o comportamento venal deste senhor, que recentemente anda curtindo publicações de extremistas de esquerda que defendem as políticas de censura. Para ele, o que importa não é a verdade e a liberdade, mas sim receber afagos de medalhões do meio acadêmico (majoritariamente de esquerda). Vejam bem: quem frequenta o meio acadêmico sabe que é satisfatório ser reconhecido por algo por pessoas que não necessariamente comungam de nossa visão de mundo. Mas esta não deve ser a finalidade. Este jovem, ao contrário, quer parecer moderado. Para granjear o apoio dessa gente, acabou até abraçando o nefasto Leonardo Sakamoto. Quer ouvir dos colegas que ele é um democrata. Quer ostentar virtudes. É como o alcaguete do colégio que delatava colegas em troca de estrelinhas da professora. Enfim, um tipo detestável.

Bom lembrar do ocorrido na França ocupada pelos nazistas: enquanto alguns valentes lutavam contra os invasores alemães, alguns covardes tocavam suas vidas como se nada estivesse acontecendo. Outros ainda se valeram daquele episódio para ganhar dinheiro e poder. É mais ou menos o que faz o senhor Joel Pinheiro Fonseca agora. Em tempos de decisão, ele decidiu ser o Liberal de Vichy. Graças ao seu entreguismo, os partidários da censura podem apontar para ele quando for apontado seu viés. Eles dirão: "mas olha, o Joel é liberal e concorda". Disseram o mesmo dos poucos judeus sujos que colaboravam com quem perseguia seu povo.

Embora democratas, sabemos que é inaceitável prosseguir com este cenário de coisas. Quem colabora com o adversário e entrega os seus aos leões deve ser visto como leproso moral. O senhor Joel Fonseca, que se alia com a tropa da censura em troca de afagos virtuais , este deve ser defenestrado. A direita deve simplesmente apagar este senhor, já que sua presença lamentável só tem servido aos partidários da infâmia. Não precisamos desta gente em nosso meio.

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