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PT perde a noção do ridículo ao acionar Justiça para ter dublê de Lula em debates e sabatinas



O Partido dos Trabalhadores ingressou com uma ação na justiça para garantir o direito do apenado Lula participar de debates e sabatinas. A alegação apresentada foi simplesmente surreal: o partido quer garantir o direito do presidiário participar dos eventos televisionados com os demais candidatos a presidência da República. Como o partido sabe que ele não pode participar (por estar preso), alegam que Lula tem o direito de participar, mas que sua mobilidade está inviabilizada (por estar preso). Para isso querem um dublê do criminoso falando em seu nome. As informações são do Josias de Souza, do UOL.

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O PT protocolou no Tribunal Superior Eleitoral, nesta quinta-feira, uma representação contra UOL, Folha e SBT. Nela, o partido pede ao tribunal uma decisão liminar que obrigue os três veículos de comunicação a incluir Lula, preso em Curitiba desde 7 de abril, num ciclo de sabatinas com presidenciáveis. Assina a peça a senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional da legenda. O PT reconhece no documento que seu hipotético candidato enfrenta ''condições adversas que hoje impedem a locomoção”, eufemismo para cadeia. Mas alega que, como líder nas pesquisas, o preso tem o ''direito'' de ser representado na sabatina por um dublê, a ser indicado pelo partido.
Participam das sabatinas os seis candidatos mais bem-postos na pesquisa do Datafolha. Como Lula, o favorito, está atrás das grades, os organizadores foram compelidos a convidar o sétimo colocado na preferência do eleitorado, Alvaro Dias, entrevistado na última segunda-feira. Para o PT, houve quebra do princípio da isonomia. A legenda pediu às empresas para incluir o representante petista no rol de entrevistados. O pedido foi negado, pois uma candidatura, por pessoal, não é transferível. Quem está no topo do Datafolha é Lula, não o seu dublê.
Paradoxalmente, o PT faz dois pedidos subsidiários ao TSE. Reivindica que o ciclo de sabatinas seja cancelado caso o representante petista não possa participar. Requer também que o evento seja tipificado como campanha eleitoral antecipada, com a imposição de multa de até R$ 25 mil. Quer dizer: incluindo-se um ator partidário para fazer o papel de Lula, tudo é legal. Sem o coadjuvante, as sabatinas passam a ser uma fronta à legislação eleitoral.

É loucura. Toda esta maluquice teria sido engendrada pela cabeça da presidente do partido, a senadora Gleisi Hoffmann. A mulher parece ter perdido toda a sanidade mental ao sugerir tal coisa. Acuada pela Operação Lava Jato (que pode levar seus processos direto para as mãos de Sérgio Moro após a recente decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o alcance do foro privilegiado) e sem saber resolver a situação de seu líder de seita que finalmente está preso, a senadora perdeu a consciência para seus primitivos instintos de canalha. Não é novidade ver políticos caras de pau, mas estes sempre trabalham dentro de uma linha de fatos que estabeleça uma linha narrativa minimamente coerente. Gleisi não. A mulher parece completamente entregue, a ponto de sugerir dublês representando candidatos a presidência. Chegará o dia em que a senadora irá fazer como o ditador Nicolás Maduro, descrevendo suas conversas com passarinhos. O PT desconhece o fundo do poço porque continuou cavando após chegar lá.




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