Ads Top


PM que neutralizou ataque é digna de todas as honras: ela agiu contra a norma em que o criminoso prevalece sobre vítimas indefesas


O vídeo em que a cabo Katia da Silva Sastre aparece de forma fria e profissional neutralizando um ataque do criminoso Elivelton Moreira dos Santos está viralizando nas redes sociais por se tratar de algo que contraria a norma: normalmente as vítimas indefesas são alvo da violência descontrolada por parte de indivíduos que devotam um desprezo soberano as leis e a qualquer senso de proporção.



Vejam que o indivíduo resolveu praticar um assalto na porta de uma escola. Isso é algo peculiar. Mais desproporcional ainda é que o indivíduo utilize uma arma de fogo para coagir suas vítimas - mulheres e crianças em sua maioria. Aparentemente ele calculou que nenhuma delas oferecesse qualquer possibilidade de resistência - por serem mulheres e crianças e por estarem desarmados. O plot twist foi o fato de uma das pacatas cidadãs ser uma policial militar.

O caso serve para repensar nossas instituições: em qualquer lugar do mundo há violência e crime, isso nem de longe é monopólio do Brasil. No entanto é nossa especialidade a prática de crimes em que os autores desconhecem qualquer limite. Aqui se aponta arma para um grupo de indefesas crianças e mães na porta de uma escola. Aqui se comete assalto a residência com fuzil.

continua depois da publicidade



Há um estudo realizado em Cambridge pelos criminólogos Amy Nivette e Emanuel Eisner que relaciona a violência com a falta de confiança nas instituições. Países com instituições mais sólidas e amparadas na legitimidade conferida pela população registram menos crimes violentos do que as que não reúnem estas competências. No caso do Brasil, chegamos aos 60 mil homicídios anuais. Isso é desolador: ao mesmo tempo em que os criminosos ficam mais ousados, os cidadãos mais pacatos passam a considerar soluções pouco ortodoxas para resoluções de conflitos, como linchamentos, apoio a milícias e até golpes militares. Sim, o caos está posto.

Voltando ao caso em si, há ainda outro elemento que deve ser pontuado e que se relaciona com a falta de legitimidade: como é possível que um assaltante pé de chinelo como aquele possuísse uma arma para assaltos banais em um país onde supostamente impera o Estatuto do Desarmamento - aquele que nos foi imposto goela abaixo pelo criminoso Luís Inácio após sua derrota no referendo de 2005? Em qualquer lugar do mundo acontecem roubos, mas há uma lógica: o bandido menor, criminoso comum, este utilizará armas brancas e dificilmente terá acesso a armas de fogo. No Brasil do desarmamento, essa gente anda cuspindo balas contra a sociedade.

O fato aqui é que estes episódios sempre provocam consternação ao mesmo tempo em que nos oferecem oportunidades de analisar aspectos importantes que fundamentam nossas mazelas. No caso já podemos apontar a gritante violência decorrente da impunidade e da falta de legitimidade de nossas instituições, o desarmamento arbitrário que torna a população refém dos delírios de criminosos e a urgente necessidade de revisão do Código Penal e do Estatuto do Desarmamento por parte dos nossos parlamentares.

Ah, não é só isso: este episódio reafirma a necessidade de jogar na lata do lixo a opinião daqueles ideólogos do caos que se apresentam como "especialistas". Alguns ainda se apresentam como "defensores dos direitos humanos", quando desejam apenas enfraquecer a sociedade para avançarem com sua agenda. Estes estão lamentando o episódio que expõe com crueza a falsidade de suas teses. É uma excelente oportunidade para deixar evidente que estes indivíduos têm pretensões criminosas.


Curta o Reacionário no Facebook:


[left-sidebar]






Tecnologia do Blogger.