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Greve produz o primeiro cadáver. Culpa dos irresponsáveis, dos delinquentes, dos bovinos e dos oportunistas

Um caminhoneiro de setenta anos foi morto em Rondônia. Morreu após ser atingido por uma pedra arremessada por um manifestante. Antes disso o país assistia as cenas de outros caminhoneiros sendo agredidos por manifestantes apenas por tentarem fazer o seu trabalho. Antes disso teve uma família teve o carro apedrejado. A selvageria parece não ter limites.

Não é por acaso que no dia de ontem publiquei neste blog que tudo não passava de loucura fomentada por oportunistas de direita e de esquerda, por delinquentes morais que não medem a ação de seus atos, por irresponsáveis que não pretendem partilhar a paternidade de seus atos e por gente bovina demais para entender o que se passa. Aliás, estes imbecis representam o princípio elementar para a desastrosa atuação dos demais.

Desde que este movimento começou, parte daqueles que se denominam com direitistas enlouqueceram. Foram tragados pela esquizofrenia, apoiando uma movimentação de caráter corporativista como se fôssemos os primeiros patriotas americanos fazendo a Festa do Chá. A ingrata comparação ainda é leviana: ninguém ali tentou ferir ou retirar direitos de seus compatriotas, o alvo era a coroa britânica. Aqui os imbecis se voltam contra os seus para acalentarem projetos nebulosos.

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Claro, agora todos já sabem que a única consequência destes eventos foi dar ao Brasil uma amostra grátis de bolivarianismo. Conseguiram também um prejuízo de R$ 29 bilhões para um país que ainda não se recuperou da crise econômica, além de dar subsídios para que a extrema-esquerda requentasse o Fora Temer ao mesmo tempo em que dizia que "no tempo de Dilma era melhor" e que "na Venezuela a gasolina é mais barata". Outros malucos resolveram até pedir intervenção militar ao lado de infiltrados da esquerda que só queriam mesmo gritar Fora Temer. Houve gente idiota a ponto de sugerir a renúncia do presidente Temer há menos de seis meses das eleições. Nem os kamikazes eram tão delirantes quanto os apoiadores da greve-locaute.

Agora estamos aqui. Ninguém quer assumir a paternidade do monstrengo. A insensata direita brasileira meteu o pé pelas mãos exatamente como fizera no episódio da greve da Polícia Militar do Espírito Santo. Os que se apresentam como nossos líderes ainda não entenderam que não se apóia manifestação que não tenha liderança clara e pauta definida. O fim desses tumultos é conhecido desde 1789 com a Revolução Francesa, passando pelos bolcheviques, pelo maio de 1968, pela Revolução Iraniana e outros tantos episódios de selvageria. Nenhum destes foi organizado com um objetivo claro e uma proposta para seus países e sociedades, ao contrário: começaram como experimentos de ideólogos ardilosos que se valeram da disposição de indivíduos que se sujeitam ao deplorável papel de massa de manobra. No final das contas, a monstruosidade toma forma movida pela insensatez. Como nossas Forças Armadas não se contaminaram pelo urro dos malucos, que ao menos o Exército tenha a disposição de esmagar os amantes do banditismo que ainda estão em nossas estradas espalhando o caos.

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