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Assessora do PT que cobrava aluguel dos sem-teto reforça elo entre o partido e as facções criminosas que atuam nas invasões


Leandro Narloch usou sua coluna na Folha de São Paulo para jogar luz em um fato que já era de domínio público, mas que agora se materializa de forma incontestável: os partidos de extrema-esquerda atuam em conjunto com as facções criminosas que operam sob a fachada de movimentos sociais de luta por moradia. Veja o trecho:

Filiada ao PT desde 1990, Ednalva Franco é assessora da deputada estadual Marcia Lia (PT-SP) e conhecida ativista sem-teto de São Paulo. É Ednalva que aparece num episódio de 2013 do “Profissão Repórter” saindo com uma SUV nova da garagem de um prédio na República.  “Porteiros, eu vou passar todos os nomes das pessoas que o prazo acaba até domingo. Inclusive a Luciana, do 309”, diz ela em outra mensagem do grupo. “Vou passar toda a lista pra vocês na portaria assim que eu terminar.”   Depois que escrevi sobre o modelo de negócio dos líderes de movimentos sem-teto, na semana passada, ex-moradores me procuraram denunciando abusos, ameaças e a cobrança de aluguel de R$ 200 a R$ 500 por parte dos coordenadores.“Além do aluguel, a coordenadora sempre inventa uma taxa nova para o pessoal pagar”, me disse um ex-morador do edifício São Manuel, na rua Marconi, que não se identifica por temer represálias. Ele calcula que os alugueis só desse edifício rendem pelo menos R$ 35 mil por mês ao movimento.Conta ainda que era obrigado a participar de atos em defesa do ex-presidente Lula. “Quando tinha um ato, eu colocava a camiseta do movimento e ficava perto dela [Ednalva]. Fazia questão que ela me visse várias vezes, para eu marcar presença. Depois trocava a camiseta e ia embora.

Sim, uma assessora de uma deputada estadual do Partido dos Trabalhadores cobrando aluguel de supostos sem-teto que faziam parte de uma "ocupação" (que é o eufemismo utilizado para suavizar as invasões em propriedades públicas e privadas). Aliás, esta assessora foi mencionada primeiro por este blog no dia 02 de Maio. Infelizmente a criatividade deste autor não permitiu que fizesse o óbvio, que era relacionar o nome a algum gabinete do petismo.

Há tantos erros nos áudios que fica difícil escolher por onde começar: seja pelo fato de ser gente pobre demais para pagar por um imóvel sendo explorada por seus supostos defensores, seja o fato de grupos organizados cobrando aluguel de propriedades que não lhes pertencem ou mesmo o fato de que grupos políticos tratam seres humanos como gado em seus currais ideológicos. Sem sombra de dúvidas o fato mais aberrante é ver que estas organizações criminosas partilham o bem público e privado de forma completamente clandestina, se colocando na sociedade como um poder paralelo.

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O diretor do Instituto Liberal João Luiz Mauad descreve a situação de forma cirúrgica em seu blog:

Qualquer país minimamente civilizado e com alguma intenção de prosperidade concede aos indivíduos garantias inequívocas de que seus direitos de propriedade serão respeitados. Já em Pindorama, resolveram colocar na Constituição Federal uma cláusula que relativiza completamente o direito de propriedade, subordinando-o a uma abstrata “função social”, que ninguém sabe direito o que é, e sobre cuja interpretação os socialistas temporãos tupiniquins têm feito barba, cabelo e bigode, ocasionado uma enorme insegurança jurídica, especialmente aos proprietários de terras e imóveis urbanos.
Invasão de propriedade privada, algo que deveria ser uma mera questão de polícia, tornou-se uma questão política, além de um negócio altamente lucrativo para alguns sedizentes “movimentos sociais”. Um crime comum grave, passível de prisão em flagrante em qualquer lugar onde o direito de propriedade é respeitado, transformou-se, no Brasil, em meio de vida – político e financeiro.  Não à toa, o líder do principal movimento por trás de invasões imobiliárias urbanas no país é hoje, nada mais nada menos, que candidato a presidência da república por um partido de extrema esquerda.

Sim, Mauad tem razão. As práticas dessas milícias representam não só um atentado contra a sociedade, mas também uma investida contra a própria noção de democracia liberal. Estes grupos são ao mesmo tempo autoritários e criminosos, infringem as leis ao mesmo tempo em que conspiram contra o Estado. Tudo com a total colaboração de partidos de extrema-esquerda, que utilizam do próprio jogo democrático para enfraquecê-lo. Sim, é bom lembrar que uma das práticas é coagir pessoas para que participem de manifestações como aquelas organizadas contra o impeachment de Dilma Rousseff e em defesa de Lula contra a Operação Lava Jato.

Para quem já sabia que o PT era uma organização criminosa, agora temos a constatação de que o partido pode ser ainda pior: explora miseráveis como parte de sua estratégia golpista. Mais uma razão para varrer este sindicato do crime da vida pública.

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