Ads Top

Vexame: mesmo com todas as agressões contra profissionais de imprensa, jornalistas e sindicatos ainda choram por Lula




O turbulento final de semana foi marcado por alguns fatos relevantes, entre eles a relação entre a extrema-esquerda e a imprensa. O jornalista Hélio Gurovitz compartilhou no Twitter um levantamento parcial que apontava nada mais que sete ataques apenas na cobertura da prisão do ex-presidente Lula. O caso mais grave foi o da jornalista Gabriela Maia (agredida com um soco na barriga) e a equipe do Correio Brasiliense (o carro foi atacado por militantes do partido).

É impressionante notar que mesmo com tudo isso, ainda há jornalistas que literalmente choram pelo líder da seita. Exemplo foi o jornalista Chico Pinheiro, da Rede Globo. Após Lula discursar contra a emissora no palanque erigido sobre o cadáver de Marisa Letícia, Chico apresentou o Jornal Nacional com os olhos marejados e a voz embargada. Sua colega Giulianna Morone (não há registros de que seja petista), parece ter se contagiado com o clima - seguindo a mesma linha do apresentador. O luto era tão visível que foi parar nos trending toppics do Twitter.

continua depois da publicidade



O comportamento de Chico só não é mais asqueroso que o do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo: quando se esperava a defesa da categoria e da liberdade de trabalho dos profissionais de imprensa, a entidade emite uma nota dizendo que "até se solidariza, mas que a revolta se dá por conta do apoio que as grandes emissoras deram ao golpe". Como recentemente blogs independentes andam sendo tachados de "fake news", compartilho aqui um trecho do que diz a nota do inditoso sindicato.

4 - Essa situação lamentável é resultado também da política das grandes empresas de comunicação, que apoiam o golpe, e que adotam uma linha editorial de hostilidade contra as organizações populares.
5 - Tais empresas apoiam as medidas antipopulares de Michel Temer (MDB) e querem aplicar as “reformas” contra os seus trabalhadores. Hoje mesmo, os jornalistas de Rádio e de TV do estado de São Paulo estão sem piso salarial e outros direitos, desde 20 de janeiro. As empresas também querem cassar a cidadania de seus jornalistas, achando que podem impedir que os profissionais expressem livremente suas convicções políticas (nos perfis pessoais de redes sociais, ou em manifestações);
6 - Para impedir que casos de agressão e tentativas de censura se repitam é preciso que se retome a  democracia, o que só será possível com Lula livre e com a garantia de o povo brasileiro poder votar legitimamente nas eleições de 2018.

O Sindicato de Jornalistas de São Paulo seguiu o exemplo de de indignidade já observado pelo posicionamento de outras entidades que acalentam a truculência enquanto fingem lutar pela democracia. Isso já foi feito em 2013, quando entidades e profissionais apoiavam os black blocs e demonizavam a polícia. Lembrando que o apoio dado ao petismo remonta da fundação do partido, que desde seu início contou com enorme aprovação dentro das redações.

Cabe lembrar que esta mesma imprensa que agora é escorraçada por petistas é a imprensa que diz que movimentos democráticos são radicais por questionarem métodos de estelionato praticados por veículos desonestos. O que é considerado exercício de legítima defesa por meio da liberdade de expressão é demonizado, mas o mesmo ar severo não é adotado contra os verdadeiros fascistas. Recentemente a Globo de Roberto Kovalick (jornalista expulso do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) fez o possível e o impossível para destruir o Movimento Brasil Livre, além de rotular o movimento como "fábrica de fake news". Se há algo de errado nesta relação e que fomenta práticas antidemocráticas como as agressões contra jornalistas, este é o apoio que os veículos da grande imprensa dão a agenda da extrema-esquerda e a opção pela contração de militantes para as redações. Se as empresas e entidades de classe do setor desejam de fato acabar com a violência, isso não se dará por meio de notas ou repúdios falsamente indignados e sim por meio do saneamento das redações e das linhas editoriais. Do contrário se perpetuará esta espécie de relacionamento abusivo que pode muito bem ser classificada como Síndrome de Estocolmo.



O Reacionário no Facebook:


[left-sidebar]

Tecnologia do Blogger.