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O regime dos sonhos da extrema-esquerda brasileira escolheu seu novo líder. É claro, sem eleições, sem oposição e sem povo


Cuba escolheu seu novo líder. Miguel Diáz-Canel foi escolhido para suceder Raúl Castro. O novo presidente é a primeira pessoa de fora da família Castro a assumir a presidência do país desde a revolução em 1958. 

Quem escolhe o novo presidente é a Assembléia Nacional. O processo de escolha começou na sessão desta quarta, quando os parlamentares indicaram uma lista com trinta e um nomes para formar o Conselho de Estado (trinta conselheiros e o presidente). A lista foi aprovada por quase unanimidade - 99,83%. 

Miguel Díaz-Canel era o favorito, justamente por ser o favorito do ditador Castro e seu entorno. Também é considerado um nome novo que irá oxigenar a sistema, tanto por observadores internacionais como por membros do partido único. É interessante notar que os motivos são contraditórios: os observadores internacionais olham para a ilha com o olhar bovino de quem não sabe que se tornará alvo. Eles acreditam que o fator geracional será decisivo para que o novo presidente seja menos autoritário por ser o primeiro grande líder que não veio da geração que combateu em Sierra Maestra. Já os comunistas (que são os mais interessados) acham que ele é um bom nome justamente por revigorar o sistema, promovendo reformas pontuais enquanto mantém o principal - que é o controle político.

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O próprio Diás-Canel diz que pretende dar continuidade a revolução e espantar o capitalismo. Aquelas reformas propostas ainda no governo Raul terão continuidade justamente por não representar uma ameaça ao controle exercido pelo partidão. Só quem acredita no contrário são os anestesiados analistas internacionais que acreditam que a extrema pobreza do continente é culpa do embargo norte-americano e não da ditadura castrista. 

Portanto é possível dizer que continua tudo como dantes no quartel de Abranches. Até Castro continua no controle virtual da ilha, mas agora segurando o chicote como secretário-geral do Partido Comunista de Cuba até 2021. Além disso ele segue como deputado nacional e líder das Forças Armadas.

Esta é a democracia modelo idealizada pela extrema-esquerda brasileira. Uma eleição em que apenas um punhado de homens e mulheres decide o futuro da nação. Por pior que o Brasil esteja, temos sempre a possibilidade de demitir da vida pública os que não agradam nossas pretensões. Por lá é o contrário: são exatamente 605 candidatos para 605 vagas. Tudo ali não passa de um jogo de cartas marcadas em uma democracia de mentira. O povo que participa deste processo é tratado como fantoche, sendo obrigado inclusive a participar do circo eleitoral apenas para que a ditadura apresente ao mundo supostos indícios de democracia. O regime dos sonhos da esquerda escolhe seus líderes sem eleições e sem povo. 

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