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O malabarismo retórico da Folha para não chamar o novo líder de Cuba de "ditador"



Como é sabido, normalmente os grandes veículos possuem manuais de redação que orientam a linha editorial de suas publicações. É o caso da Folha de São Paulo, que tem provocado certa controvérsia por ter chamado o novo chefe de Cuba de dirigente e não de ditador. Para se esquivar das críticas, a Folha comentou a opção na seção Internacional:

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Eis o malabarismo retórico da Folha de São Paulo para chamar um sujeito asqueroso como Diáz-Canel de "dirigente". O tal dirigente prendeu a líder das Damas de Branco, pretende consolidar a ditadura e se possível até restaurar o caráter totalitário do regime naqueles poucos aspectos em que se adotou certa brandura. Ainda assim, ele é apenas "dirigente".

A Folha de São Paulo até tem razão quando argumenta que Diáz-Canel não pode ser chamado de ditador por não ser ainda o líder supremo de Cuba. É verdade, o velho Raul ainda permanece com o chicote nas mãos. Porém é fato que o herdeiro aparente faz parte de um regime totalitário e que o fato de não ser o comandante-em-chefe daquele regime não o torna eletivo ao reducionismo anestésico do termo "dirigente". A Folha poderia o chamar de jagunço, capanga, cúmplice, número dois e até co-ditador. Se o jornal prefere o efeito analgésico do termo "dirigente", isso se dá pelo simples fato de sua redação ser repleta de admiradores da ilha presídio, o que se reflete até mesmo na opção de seus profissionais de imprensa em emporcalharem o jornalismo com sua lama ideológica. 

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