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Lula: o sujeito que quis até ser secretário-geral da ONU foi parar em uma cela fria em Curitiba



Passada a ressaca dos últimos dias, convém se debruçar sobre os fatos recentes para se estabelecer uma análise um pouco mais complexa. Afinal de contas, o que significa a prisão do ex-presidente Lula?

Lula foi, e ainda é para muitos, um grande líder. Era um self-made man que odiava o capitalismo e que pretendia instaurar uma nova ordem. Foi e é um gênio político. Enquanto nomes da mesma extrema-esquerda se afogaram na irrelevância, Lula soube se dissociar do radicalismo aparente antes mesmo da famosa "Carta aos Brasileiros". Por fora parecia um esquerdista moderado, enquanto aproximava o país de ditaduras socialistas amigas. 

Claro, esse teatro contou com a colaboração de seus lacaios nas redações. O império político de Lula foi erigido sobre a sólida rocha de seu culto pessoal. Assim como Joseph Carroll em The Following, Lula fez crescer em torno de sua figura uma religião fundada no culto a sua própria personalidade. O malandro operário virou não um profeta, mas sim um deus vivo que habitava a forma humana. Prova disso são testemunhos de fiéis como a filosofa Marilena Chauí. A mesma mulher que adquiriu respeito na acadêmia por ser a maior autoridade brasileira em Spinoza declarou que Lula era uma entidade. "Quando Lula fala, o mundo se ilumina". O próprio Lula reforçou essa tese ao dizer que "ele não era um homem, mas uma idéia".

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Aliás, Lula sempre fez questão de incentivar estes pensamentos. Não por acaso nós contribuintes tivemos que financiar o filme "Lula, o Filho do Brasil". O fracasso de bilheteria emulava a trajetória de Jesus Cristo e colocava o Messias de Garanhuns como um predestinado. Apostando na mística, o filme compara passagens da vida de Lula com passagens como o Sermão da Montanha. No discurso do estádio da Vila Euclides há uma clara associação ao Sermão da Montanha, com cada operário repassando ao outro as falas de Lula. Assim como o Cristo, todos compreendiam sua mensagem independente de que língua falavam. 

A campanha de 2016 também contou com episódios semelhantes. Lula chegou a dizer que "suas células estavam com o povo". Isso reverberou em seus seguidores. No ultimo discurso, já com os dois pés no cárcere, Lula diz que "Não se poderia prender uma idéia". Antes dele falaram militantes de seu culto infiltrados em outras denominações. Uma esquizofrênica que se apresenta como pastora afirmou que "enquanto tivesse pernas seguiria Lula". Já Dom Angélico Sândalo Bernardino conclamando a plenitude daquele homem (falaremos disso em outro texto). Não se falou de Cristo, mas sim do Cristo revivido (Lula). 

Foi desta forma que Lula conseguiu ir tão longe em seus desígnios. Conseguiu atrair para seu entorno indivíduos que se comportam como verdadeiros cães, como é o caso de José Dirceu. O ex-guerrilheiro não só se intitula como um "soldado do partido", como se recusa terminantemente a delatar os planos da organização criminosa. Outro que não fala nunca é José Vaccari Neto, que mesmo condenado prefere amargar o cárcere do que complicar Lula. Esta é a razão pela qual o guru de nove dedos prefere fiéis do que oportunistas como Antonio Palocci. Os fiéis tem fé nele, enquanto sujeitos como Palocci tem seu coração apenas no dinheiro.

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Lula arquitetou um intrincado plano de corrupção que, como já foi repetido aqui, tinha por objetivo perpetuar seu partido no poder. O metalúrgico sempre foi genial em suas ambições, soube desde o começo se aproximar de figuras certas. Usou o empresariado de escada vendendo greves para as montadoras, até se aproximar de figuras do Regime Militar como Romeu Tuma e o General Golbery do Couto e Silva. Golbery o apresentou ao empresário Emílio Odebrecht, que pediu ajuda para Lula para contornar greves no setor da construção civil na Bahia. O prestígio garantiu muitas portas abertas ao operário. Enquanto mantinha o discurso de esquerda, Lula fomentava uma relação íntima com o empresariado. Depois ficou amigo do ditador Fidel Castro. No livro "A vida oculta de Fidel Castro", o ex-militar Juan Reinaldo Sánchez (ex-guarda-costas do tirano) relata um encontro secreto entre o ditador e o futuro presidente do Brasil. Ele também diz com todas as letras que havia incentivo político e financeiro por parte de Cuba ao PT e a demais organizações socialistas na América Latina, África e Oriente Médio. Foi assim que nasceu o Foro de São Paulo e sua história de terror.

Anos mais tarde Lula seguiria a trilha da falsa moderação, como dito antes. Se viabilizou para presidente e conquistou a admiração mundial (em partes por suas mentiras, em parte por seu marketing pessoal). Grande comunicador e mentiroso contumaz, Lula soube se vender para acadêmicos, estadistas e jornalistas. Foi chamado de "O cara por Barack Obama" e conseguiu seduzir até George W. Bush. Jornais como o Washington Post e o Deutsche Welle ainda não assimilaram que o homem foi uma fraude. O encantamento de Lula ainda é forte, e consegue fazer os incautos acreditarem que um dia houve alguma boa intenção por parte do apedeuta para com os brasileiros. 

A verdade é que Lula sempre foi um sociopata acometido por delírios de grandeza. Muitos analistas ressaltam que Lula nunca foi um marxista, e que por isso o PT também não deveria ser classificado como comunista. Errado. A condição para ser socialista não se limita a mera crença, mas sim a conveniência de sua agenda. Assim como Fidel, Lula não era um comunista. Mas viu que um estado controlado por um partido único conferia poderes ilimitados ao seu líder. Como doente que é, viu que aquilo era bom. Não é por acaso que na famosa entrevista para a Playboy em 1979, Lula diz admirar figuras como o Aiatolá Khomeini, Fidel Castro, Mao Zedong e Adolf Hitler. Todos foram revolucionários que tomaram para si o controle total sobre seus países, seus cidadãos e seus recursos. Era o que ele queria. O mal do socialismo também é este: ele sempre atrai os piores oportunistas e psicopatas, já que se trata de uma falsa ciência. Inebriado por este pensamento, Lula resolveu que seria  mensageiro desta palavra. Isso o beneficiou. O problema (para ele, é claro) é que ele se inebriou pelo poder.

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A ousadia de seus planos o tornou suscetível a erros, o tamanho de sua rede criminosa deixou fios soltos. Um destes fios foi identificado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato e acabou abrindo a tampa de uma intrincada rede que envolvia desde a Petrobras até a venda de leis e o financiamento de políticos parceiros no Brasil e no exterior. Acuado, o psicopata retomou a radicalização. Ameaçou o povo, rugiu para a Justiça e tentou incendiar o país. Já desgastado, tentou fazer crer que era o mesmo homem de antes. Não convenceu. Blefou ao tentar emplacar a narrativa de que "resistir era inútil". Viu seu império desmoronar com o impeachment, com a insubmissão das ruas, com a debandada de aliados fisiológicos e com a Justiça em seu encalço. Seus lacaios no judiciário tentaram salvar sua pele, mas foi em vão. 

Ao fim e ao cabo, o homem que cogitou ocupar o cargo de Secretário-geral das Nações Unidas virou uma espécie de O.J Simpson encurralado pela Justiça. Se entrincheirou em um bunker e desafiou o Estado brasileiro. Como Getúlio Vargas, fez sua carta testamento. Imitando de novo Cristo, repartiu seu corpo em uma missa negra - saindo de lá montado nas costas de militantes que faziam as vezes do jumento enquanto a multidão segurava flores nas mãos. No entanto sua via sacra foi vergonhosa, humilhante para um homem com tamanhos sonhos de grandeza. Lula terminou mostrando sua fraqueza dentro do veículo que o conduziu até o aeroporto de Congonhas. Foi recebido em Curitiba com fogos de artifício. Se colocou nu e de cócoras, para depois repousar sua cabeça culpada em um leito de sua sala especial - que apesar dos requintes não deixa de ser uma cela. Nem os cuidados excessivos do juiz Sérgio Moro livraram Lula da humilhação de ser conduzido ao cárcere, de ser reduzido do papel de Grande Timoneiro a presidiário alcoólatra e decadente. Jornais que ele quis fechar estamparam sua prisão por crime comum. Partidos que ele quis extirpar celebraram sua prisão, pessoas que ele quis calar cantaram enquanto grupos perseguidos por seus jagunços festejaram. Assim terminou o homem que pensou ser Deus. Infelizmente a idéia macabra persiste na sociedade, assim como o nazismo, fascismo e comunismo antes dele. Ainda teremos que lidar com remanescentes de seu culto ameaçando a democracia, mas não deixa de ser reconfortante ver que a estrutura de opressão montada por Lula também foi sepultada junto com o cadáver político de seu fundador. O Brasil e o mundo não lamentarão seu passamento.


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