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Ingerência de Márcio França na Polícia provoca pedido de demissão de Delegado-Geral da Polícia Civil, que sai atirando


Márcio França parece ainda não ter se consolidado no papel de governador. Acostumado apenas com práticas fisiologistas, ele resolveu se meter até na gestão da Polícia Civil. Primeiro tentou separar a força da Polícia Militar retirando a corporação da pasta da Segurança Pública e a associando a Secretaria de Justiça. Agora sua ingerência provocou o pedido de demissão do delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Yousseff Abou Chahin.

Chahin foi nomeado delegado-geral pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em 2015, quando o magistrado ocupou a Secretaria de Segurança Pública do estado e permaneceu durante a gestão de Mágino Alves, atual titular da pasta.

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A relação só foi abalada após a chegada de Márcio França, que resolveu promover nomeações políticas em cargos de confiança. Chahin deixou claro que não aceitava politicagem dentro da corporação, e na saída disparou contra o governador e contra os que a ele se aliaram. O agora delegado-geral aposentado afirmou que os oportunistas aduladores sempre servem a políticos interesseiros.

Sempre agi, é bom que se diga, visando proteger a Polícia Civil dos que nela procuraram interferir esquecendo-se de que a Constituição Federal fala claramente ser a Polícia Civil dirigida por Delegados de Polícia de carreira – aliás, se quiserem aproveitar, o concurso foi autorizado e as inscrições encontram-se abertas –, bem como daqueles que, sem competência reconhecida, correm atrás de padrinhos buscando cargos, ou mesmo dos que, ao invés de trabalharem em prol da sociedade e/ou virem com ideias para ajudar, preferem as críticas defronte a holofotes ou atrás de teclados, sabendo-se lá com qual interesse, provavelmente escuso. Mas isso só me fortaleceu e me mostrou que eu estava no caminho certo.

A carta pode ser lida na íntegra aqui. Questionado pela Folha de São Paulo, Márcio França negou qualquer divergência - insinuando, é claro, que o delegado saiu por possuir negócios particulares. Aliás, o socialista parece ter a lisura de um sabonete quando posto contra a parede. Lembrem-se que ele agiu da mesma forma cínica quando questionado por ter proibido a Polícia Militar de fazer a segurança de jornalistas no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC por ocasião da prisão de Lula, permitindo que militantes de extrema-esquerda tocassem o terror e agredissem os profissionais de imprensa. França não o fez para agradar os aliados comunistas que vêem Lula como seu guru. O governador que rifou São Paulo para o PCdoB parece não demonstrar dignidade nem na hora da morte.

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