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Ex-Chanceler Celso Amorim diz sentir vergonha do Brasil por "abusos contra Lula". Deveria é sentir vergonha de si mesmo.

Celso Amorim (de camisa azul), feliz ao lado de Nicolás Maduro, Hugo Chavez, Lula, Eduardo Campos e João Paulo Lima e Silva em Caracas, Venezuela.


Ex-todo poderoso das Relações Exteriores nos treze anos de petismo, o ex-chanceler Celso Amorim escreveu longo artigo de choramingo na Folha de São Paulo (sempre a Folha, é claro). No texto, Amorim diz sentir "vergonha do Brasil por conta dos abusos contra o ex-presidente".

Destacamos alguns trechos: 

Ao longo da minha vida como servidor público, a maior parte da qual no exercício de função diplomática, poucas vezes senti vergonha profunda (distinta de um mero incômodo passageiro) do meu país.
Uma delas foi quando, jovem funcionário servindo no exterior, abri uma revista que regularmente recebia do Brasil e li uma reportagem sobre a morte de um prisioneiro sob tortura. Uma brevíssima brecha na censura imposta pelo regime permitiu que a reportagem fosse publicada. Voltei a experimentar o mesmo sentimento com a recusa dos pedidos de visita a Lula feitos por Adolfo Pérez-Esquivel, prêmio Nobel da Paz em 1980, e pelo amigo de longa data, outro lutador pacífico da paz, Leonardo Boff.

Vejam só, Celso Amorim diz sentir vergonha. Do Brasil, não dele próprio, ou de sua atuação vergonhosa do Palácio do Itamaraty. Para quem não se lembra, foi esta figura asquerosa que operou a aproximação diplomática do Brasil com ditaduras bolivarianas. Ao invés de defendermos os direitos humanos que supostamente fundamentam nossa Constituição moribunda (sim, a expressão é chavista), nos tornamos fiadores de projetos de totalitários. Como Hugo Chavez, que vendia sua aproximação com o Brasil como algo que atestava seu caráter democrático. 

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Com Amorim, o Ministério das Relações Exteriores deu uma verdadeira guinada a esquerda: o Brasil passou a priorizar a chamada "diplomacia Sul-Sul", ou seja, ao invés de estreitar laços com países que pudessem trazer investimentos ou que favorecessem nossas exportações, o Brasil passou a priorizar alianças fraternas com republiquetas vizinhas. Na máxima do petismo, se dizia que era melhor privilegiar a relação com os vizinhos para promover a integração da América Latina. Claro, não foi o petismo que pariu a Cooperação Sul-Sul. Elas apenas se apropriaram de uma estrovenga cuja gênese está na Conferência Afro-Asiática de Bandung em 1955. Os pais da infâmia foram nomes como os ditadores Josip Broz Tito da Ioguslávia, Gamal Abdel Nasser do Egito, Muammar Kadafi da Líbia e Saddam Hussein do Iraque. Para os saudosos do regime militar brasileiro, um dos entusiastas da política foi o diplomata  Samuel Pinheiro Guimarães, velho nacionalista que começou sua carreira durante os anos verde-oliva como Diretor da Assessoria de Cooperação Internacional da Sudene com Castelo Branco até chegar ao posto de ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos durante o governo Lula. Parabéns aos envolvidos. 

Claro, tudo não passava de uma construção ideológica para favorecer os crimes previstos na agenda destes países. Como bacharel em Relações Internacionais me recordo das tantas vezes em que este esquema foi defendido por professores militantes sob o verniz de estratégia geopolítica de um brilhantismo impar só não compreendido pelos que preferiam o "relacionamento desigual" com os Estados Unidos. Tanto era mentira que a política externa adotada pelo Brasil na África e Ásia se deu na mesma toada: o Brasil passou a estreitar laços com países como Irã, China, Líbia e até mesmo a improvável Coréia do Norte, onde o Brasil inaugurou uma embaixada em 2009. Já na África o Brasil passou a despejar milhões de reais em países como Guiné-Equatorial, Angola e Moçambique. Também financiamos obras e emprestamos dinheiro para governos controversos da América Central como Nicarágua, El Salvador, Bolívia e Equador. Também para ditaduras escancaradas, como Cuba e Venezuela. 

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Obviamente, tudo não passava de cortina de fumaça para assaltar os cofres públicos brasileiros. Estas operações serviram para que o grupo formado em torno do Foro de São Paulo conseguisse se estruturar no poder. O Brasil era o país mais rico do grupo, e conseguiu patrocinar a empreitada bolivariana. Isso sem falar nos esquemas particulares promovidos pelos Kirchner, por Lula e Eduardo Santos com a Oi e Portugal Telecom, o assalto que foi a obra do Porto de Mariel e tantos outros escândalos. Graças a Celso Amorim o Brasil deixou de ser um importante ator na política internacional para se tornar um anão diplomático. 

Fiquemos apenas com os desvios e com o pornográfico apoio aos regimes ditatoriais. Graças a Celso Amorim e ao inditoso Marco "toptop" Garcia, o Brasil amarrou seu destino as aspirações mais imundas: apoiamos os grupos terroristas palestinos, nos envolvemos com a sujeira da UNASUL, validamos as violações aos direitos humanos praticadas por Cuba, Venezuela, Angola, Líbia, Irã e tantos outros, além de apoiarmos as FARCs e outros grupos terroristas. Foi uma erra de trevas para a diplomacia brasileira. Celso Amorim e seus capangas emporcalharam a cadeira que um dia teve nomes como o José Bonifácio de Andrada e Silva, Barão do Rio Branco,Oswaldo Aranha e Vicente Rao. Celso Amorim foi uma vergonha, agiu de forma criminosa a frente do ministério, como lacaio de um plano criminoso de poder. Este senhor asqueroso ainda participou daquela missa negra realizada no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC quando Lula promoveu aquela pantomima para se mostrar como o Cristo petista. É por essas e outras que Celso Amorim deveria ficar calado. Este trapo humano não deveria sentir vergonha de um país que se insurge contra o totalitarismo e o crime, mas sim sentir vergonha de sua porca biografia. Claro, isso é um devaneio. Os petistas se orgulham da falta de caráter assim como os porcos se orgulham da própria imundície.

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