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É impressionante o esforço que o Gilmar Mendes faz para conquistar o nojo da opinião pública


Mais uma vez Gilmar. Ele, o ministro do Supremo Tribunal Federal que historicamente se colocou como defensor da democracia contra o bolivarianismo, logo ele, Gilmar, se tornou o principal fiador de Lula. A loucura do ministro fez com que ele renegasse sua própria trajetória em nome de suas conveniências políticas. Com amigos implicados na Operação Lava Jato, o ministro escolheu para si o caminho da desonra.

Durante algum tempo o ministro tomou posições corajosas e sensatas. Talvez a mais importante das decisões tenha sido aquela que impediu Lula de se tornar ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff. O ministro matou a ação no peito, enfrentou colegas e impediu que o hoje condenado conquistasse foro privilegiado. As decisões do ministro eram qualificadas, defendiam o estado democrático de direito e o texto legal - sem aqueles malabarismos típicos de Luiz Roberto Barroso, aquele redista pragmático que se especializou em comer pelas beiradas. Tanto é verdade que o leitor deste blog deve se lembrar de alguns elogios feitos a este senhor.

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Não deixa de ser surpreendente que a esquizofrenia tenha transformado um homem em um monstro, um ser asqueroso de moralidade deformada pelos conchavos e pela prevaricação. O ministro não só chegou ao fundo do poço, como seguiu cavando. Não só nas decisões, como no pornográfico desrespeito com que passou a tratar as instituições. Vejam só: recentemente Gilmar andou dando dicas públicas para a defesa de Lula. Como é possível um ministro da Suprema Corte agindo como sabotador da justiça?

Gilmar não sabe explicar porque o ex-presidente investigado não poderia assumir um ministério sendo que o mesmo indivíduo já condenado não pode sequer ser preso. O ministro deveria nos explicar porque Lula investigado não poderia ser ministro ao passo que o Lula condenado deve, segundo ele Gilmar, concorrer ao mais alto cargo da República. Se Gilmar conseguisse concatenar idéias de forma a justificar isso, certamente conquistaria vários seguidores. É que desta forma provaria uma incrível capacidade intelectual que ainda não foi conquistada por outros mortais. Sim, os que o detestam hoje são os traídos por suas chicanas. Os que o apóiam são justamente os que se beneficiam de sua sujeira.

Tudo é surreal se pensarmos que Gilmar não deve nada ao Partido dos Trabalhadores, e que seus amigos encrencados poderiam se resolver muito bem apenas com os advogados de grife que defendem os criminosos do alto clero. Não seria necessário emporcalhar a toga. Ao contrário da maioria dos ministros que devem a toga ao partido, Gilmar nunca precisou deles. Se ele preferiu a indignidade, o faz por loucura. Não há no horizonte da razão nenhuma ação que justifique a opção pela lama ou o desmedido esforço que o Gilmar Mendes faz para conquistar o nojo da opinião pública. Nós que repudiamos os atos de selvageria de certas manifestações públicas não podemos fazer nada contra aqueles que se excederem contra o ministro, já que ele próprio plantou este ódio de forma tão diligente. 

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