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Cunha foi preso antes da condenação, mas Lula deve permanecer solto indefinidamente. Este é o entendimento do STF


Só para refrescar a memória de alguns: 

O ex-deputado e presidente destronado da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha foi denunciado pelo Ministério Público Federal em 20 de agosto de 2015 pelos crimes corrupção e lavagem de dinheiro. Em 15 de março de 2016, o procurador Rodrigo Janot pediu a abertura de mais um inquérito contra Cunha, com base nas mensagens trocadas com o executivo da OAS Leo Pinheiro. A terceira denúncia veio em 10 de maio de 2016 veio a terceira denúncia por conta de crimes praticados na construção do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. O deputado foi cassado em 14 de junho de 2016 e preso em 19 de outubro do mesmo ano. 

A prisão de Cunha foi muito criticada a época - tanto por juristas que entendiam que a prisão deveria vir apenas após a condenação em segunda instância (como dizia o entendimento do Supremo Tribunal Federal) quanto por militantes. Mas não estamos falando de militantes pró-Cunha, o que aliás, não houve. Mesmo os que apoiavam o candidato não fizeram qualquer movimentação contra a decisão da Justiça - mesmo entendendo que a prisão deveria vir apenas após a condenação em segunda instância. 

Aliás, só quem viu com maus olhos foram figuras do naipe de Jean Wyllys, Jandira Feghali e outras asquerosas figuras que compõe a podre fauna da extrema-esquerda brasileira. Para todos eles a prisão era apenas uma justificativa para o ápice do golpe - que seria a prisão de Lula. Argumentaram que Cunha era uma peça do jogo sacrificada para viabilizar o xeque-mate. 




Ocorre que o xeque-mate não veio. A mesma operação que prendeu Cunha antes de qualquer condenação permitiu que Lula permanecesse tranquilo até o dia 24 de janeiro de 2018, quando o chefe da organização criminosa foi condenado a doze anos e um mês pelo Tribunal Federal Regional da 4° Região, que atua como revisor das sentenças da 13° vara de Curitiba (onde o juiz Sérgio Moro julga as ações da Lava Jato contra os que não possuem foro por prerrogativa de função). Lula então passou a contar os dias, já que sua prisão em tese se daria imediatamente após o julgamento dos recursos de embargos de declaração no dia 26 de março. Como sabemos, uma farsa protagonizada pelo STF proibiu que o petista fosse preso. 

É bom trazer estes fatos ao debate em um momento onde muitos defendem a prisão de Lula apenas após o trânsito em julgado. O que provavelmente não irá acontecer, já que a corte acovardada colocou Lula acima do Estado brasileiro. Nosso Rei Sol de Garanhuns é tão majestoso que merece até que o STF atropele o próprio entendimento em seu nome. Dele é o Poder, o Reino e a Glória. 

Dito isso, é bom lembrar que temos instituições de fachada. Se no dia de amanhã Lula tiver seu habeas corpus negado, isso não impedirá que a injustiça seja feita. Afinal de contas, empresários e políticos envolvidos na Operação Lava Jato não contaram nem com um décimo das benesses concedidas ao ex-presidente. Cunha, que era apenas um sócio minoritário do empreendimento criminoso deverá envelhecer na cadeia. Talvez saia com muita antecedência, mas apenas se o benefício concedido a Lula for estendido aos outros mortais. Portanto não há que se falar em injustiça contra Lula, mas sim em injustiça contra o Brasil. O próprio Cunha foi condenado apenas em 30 de março de 2017. Quando o ex-deputado foi preso, nenhum ministro do STF chegou ao entendimento de que o peemedebista deveria ter seus direitos assegurados. Absolutamente todos os recursos apresentados pelo parlamentar cassado foram negados pela mesma corte que protagonizou aquela tentativa de golpe. Ao contrário: todos queriam vê-lo no cadafalso. Mas Lula, ah, Lula está acima de nós todos. É possível até que se prenda o país tudo e permita que o chefe da quadrilha seja absolvido por um tribunal de exceção enquanto os indignados lotem o cárcere em seu lugar.


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