Ads Top


Caso Eduardo Bolsonaro ajuda a entender como aprovação das Dez Medidas de Dallagnol poderia arruinar a democracia


O bizarro indiciamento do deputado federal Eduardo Bolsonaro por conta de supostas ameaças a jornalista Patrícia Lélis mostram o grau de corrosão que atinge nossas instituições. A suposta prova apresentada por Patrícia Lélis poderia facilmente ter sido forjada por amadores. Mesmo assim a procuradora-geral da República Raquel Dodge achou por bem denunciar o parlamentar. 

É evidente que agora está nas mãos da justiça provar se a acusação procede ou não, o que não invalida a tese majoritária que vê como absurdo tomar a palavra de uma mitômana compulsiva como Patrícia Lélis como verdade. Esta moça tem até laudo médico indicando sua insanidade, fato amplamente divulgado no episódio lamentável em que ela denunciou o deputado federal Marco Feliciano por estupro após tentativa de extorsão. 

Ah aqui um parênteses: se Raquel Dodge baseou sua denúncia em uma prova falsa, isso é um elemento explosivo para a República pelo fato de ter sido a segunda vez que uma autoridade do judiciário utiliza o expediente. Quem fez esta observação foi o amigo Carlos Afonso, que lembra o fato de que Luiz Fux também publicou uma fake news sobre um suposto estudo da USP que apontava o MBL como o maior propagador de fake news do Brasil. Foi esta notícia falsa que o Tribunal Superior Eleitoral presidido por Fux utilizou para embasar seu engajamento na luta conta as fake news (seja lá o que isso signifique, certamente não é coisa boa).

continua depois da publicidade



O bizarro indiciamento do deputado federal Eduardo Bolsonaro por conta de supostas ameaças a jornalista Patrícia Lélis mostram o grau de corrosão que atinge nossas instituições. A suposta prova apresentada por Patrícia Lélis poderia facilmente ter sido forjada por amadores. Mesmo assim a procuradora-geral da República Raquel Dodge achou por bem denunciar o parlamentar. 

É evidente que agora está nas mãos da justiça provar se a acusação procede ou não, o que não invalida a tese majoritária que vê como absurdo tomar a palavra de uma mitômana compulsiva como Patrícia Lélis como verdade. Esta moça tem até laudo médico indicando sua insanidade, fato amplamente divulgado no episódio lamentável em que ela denunciou o deputado federal Marco Feliciano por estupro após tentativa de extorsão. 

Ah aqui um parênteses: se Raquel Dodge baseou sua denúncia em uma prova falsa, isso é um elemento explosivo para a República pelo fato de ter sido a segunda vez que uma autoridade do judiciário utiliza o expediente. Quem fez esta observação foi o amigo Carlos Afonso, que lembra o fato de que Luiz Fux também publicou uma fake news sobre um suposto estudo da USP que apontava o MBL como o maior propagador de fake news do Brasil. Foi esta notícia falsa que o Tribunal Superior Eleitoral presidido por Fux utilizou para embasar seu engajamento na luta conta as fake news (seja lá o que isso signifique, certamente não é coisa boa).

Vejam só: se as Dez Medidas houvessem triunfado, hoje Eduardo Bolsonaro não teria garantia alguma. Ele pode se defender das acusações, provar que as provas não provam coisa alguma que não os delírios da moça e no final fazer com que a PGR pague caro pela denúncia. No cenário idealizado por Deltan Dallagnol, Eduardo teria que se resignar ao julgamento pois as provas foram colhidas de boa fé (ainda que completamente falsas). Ele poderia ainda ser preso em um teste aleatório de honestidade com uma moça se insinuando para ele apenas para ao fim provar que é um assediador. Uma vez alvo de mandado de prisão, veria suas possibilidades de habeas corpus limitadas. É importante aqui fazer a pergunta: isso acabaria com a corrupção? Isso tornaria o judiciário mais eficiente? Ao que parece, não. O Estado praticaria mais injustiças contra inocentes, enquanto muitos corruptos e criminosos passariam ilesos. 

O caso das Dez medidas mostra que não devemos idolatrar autoridades, já que elas estão apenas cumprindo com sua obrigação ao combaterem a corrupção ou qualquer outra função para qual tenham prestado concurso. Também nos mostra os perigos do messianismo, fenômeno político recorrente no Brasil desde o golpe que depôs o Império. O brasileiro sente falta de um poder moderador, de uma autoridade estatal que esteja acima das paixões políticas. Daí acaba se refugiando em falsos profetas. Os apoiadores de Bolsonaro foram alguns que atiraram pedras, inclusive comentando que este blogueiro estava se transformando em um "Reinaldo Azevedo". Ora, reprovo grande parte das ideias de Bolsonaro e seu clã. No entanto estou aqui, em pé entre as ruínas lembrando que todos estão sujeitos as desgraças da negação da política e do messianismo - inclusive a família Bolsonaro e seus apoiadores (alvos frequentes da peçonha da grande mídia, diga-se de passagem). O melhor é tomarem mais cuidado com quem frequenta suas hostes e com quem se coloca no pedestal.

Curta o Reacionário no Facebook:

[left-sidebar]

Tecnologia do Blogger.