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A mídia também irá perseguir o Quebrando o Tabu por ter compartilhado a notícia do falso estupro coletivo ou só vale quando é MBL?


Um fato que movimento o noticiário no final de semana foi a notícia de que uma menina de onze anos teria sido vítima de estupro coletivo em um baile funk em Praia Grande. A garota teria sido violentada por quatorze homens. A jovem passou por exames médicos e a Polícia Civil abriu inquérito para averiguar o caso.

A notícia, é claro, gerou revolta. O caso começou a ser veiculado na internet, com muitas visões conflitantes emitindo sentenças sobre os casos. Entre os progressistas se falou da tal cultura do estupro (incentivada por eles, diga-se de passagem), em machismo, retrocesso e necessidade de luta. Como sempre, a tragédia foi transformada em capital político. Entre os conservadores o argumento principal foi de que certas manifestações culturais glamorizam a violência sexual e outras práticas criminosas, e que uma garota tão jovem não deveria sequer participar de tal evento. A réplica dos progressistas é de que a culpa não era dos pais da garota, que a mulher pode ir onde quiser sem ser violentada. Detalhe relevante é que em nenhum momento se disse que menores de idade que frequentam bailes funk merecem ser estupradas, mas que evitar a presença delas nestes ambientes é uma excelente forma de prevenção.

Enfim, o acalorado debate terminou de forma abrupta quando a polícia identificou que tudo não passava de uma invenção. Por algum motivo a garota inventou o estupro para evitar ser vítima de retaliação de uma garota rival. A jovem não deixou claro o motivo da eventual represália, o que indica que é possível que ela tenha se relacionado com o namorado de sua rival - daí o medo de uma eventual agressão.

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O fato é que essa notícia foi muito compartilhada, tanto pela grande mídia quanto por veículos independentes. Como é de praxe, páginas progressistas como Quebrando o Tabu, Huffington Post, Geledés e BuzzFeed deram especial atenção a este caso. Por óbvio, foram as principais propagadoras da mentira. Se divulgaram algo que não era verdadeiro, significa que compartilharam mentiras. Isso significa que compartilharam fake news? Não, ao menos desta vez. Embora muitas conclusões foram permeadas de achismos e oportunismo ideológico, também é verdade que a gênese de tudo foi a mentira da garota. Não se pode acusar os veículos de falsidade ideológica por serem induzidos ao erro por uma falsa comunicação de crime. É assim que devemos entender o caso, sem cairmos na tentação oportunista de vilipendiar adversários que até onde se sabe não tiveram qualquer participação na elaboração do factóide.

Sendo assim, cabe fazer a seguinte pergunta: por que fizeram isso com o MBL?

Sim, por que acusaram o MBL de fake news ao compartilhar um artigo de opinião baseado nas declarações daquela infeliz desembargadora? Se ela fez afirmações inverídicas, a mídia não deveria ser responsabilizada por compartilhar e impulsionar os boatos. Luciano Ayan também não deveria ser censurado por se basear nestes fatos, e nem o MBL por ter compartilhado algo que até onde se sabia não era inverídico. Quem errou foi a mulher que fez afirmações falsas sobre a vereadora assassinada, assim como o criminoso de agora é quem fez a falsa comunicação de estupro. Parece desnecessário dizer isso, mas o fato é que a grande mídia não se voltará contra o Quebrando o Tabu como fizeram Globo, Veja, Época, IstoÉ e outras subalternas contra o MBL. O motivo é simples: o Quebrando o Tabu é amigo, logo merece ser tratado com respeito. A lei só deve ser violada em benefício do grupo. Já o MBL é adversário, deve ser atacado mesmo quando estiver dentro da lei. Aliás, as garantias legais, os direitos humanos e todos os valores devem ser negados ao MBL e seus integrantes sequer devem ser tratados como seres humanos dignos de direitos. Este é o entendimento da porca imprensa.


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