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Veja vai ao esgoto para atacar MBL um dia após farsa do STF. Estão obedecendo ordens ou apenas mostrando serviço?


Este blog sempre esteve atento aos movimentos editoriais da grande imprensa brasileira, já que estas variantes interferem de maneira relevante no debate público brasileiro. Com a Veja não foi diferente. Desde que os herdeiros da Abril confiaram os destinos da empresa ao executivo Walter Longo, veio a decisão de que a revista deveria “abrir mão do radicalismo”. 

Mas de que radicalismo? Enfim, até hoje ninguém respondeu essa questão. Só sabemos que a revista demitiu importantes colunistas e enveredou pelo caminho da esquerda. Quem acessar o link do antigo blog no wordpress poderá ler na íntegra uma matéria do dia 25 de fevereiro de 2016 tratando do assunto, comparando a conquista da Veja pelos petistas a destruição de Cartago pelos romanos. Notem que a matéria foi comemorada pelo Brasil 247. Se agradou o diário de Leonardo Attuch, então imaginem que não havia nada de bom sendo gestado ali. 



Voltando aos dias atuais, vemos que a Veja não só se tornou uma publicação de esquerda como também se especializou em produzir mentiras. A última foi um petardo contra o Movimento Brasil Livre. Para dar mais impulso aos seus tiros, o jornalista Eduardo Gonçalves revirou no lixo: foi atrás de um jovem frustrado para cavar. O tal jovem é Felipe Lintz. 

Eu, Eric Balbinus, cheguei a conhecer Lintz justamente por meio do MBL. Na época já não era mais coordenador do movimento, e me dedicava ao trabalho de jornalista e redator freelance. Até achava o sujeito promissor. Era época daquela série de invasões de escolas, e o rapaz havia se notabilizado por um vídeo contra um militante de esquerda na Folha de São Paulo. Eu e outros pensamos que ele poderia ser acolhido no grupo, já que parecia ser honesto e inteligente. 

Bom, não será a primeira nem a última decepção. No decorrer do tempo o sujeito se deixou levar pelo estrelismo. De longe ouvia falar de problemas seguidos devido aos seus hábitos. Em um movimento de recursos escassos, o sujeito fazia questão de almoçar em lugares caros e andar de Uber o máximo possível. Enquanto os coordenadores, mesmo Kim Kataguiri e Fernando Holiday utilizavam transporte público. Lintz começou a se achar indispensável. A situação foi se complicando até o momento em que ele começou a causar mal estar. Alertado de que seu comportamento não estava agradando, deu chilique e saiu fora. 

Pensamos que era só rompante de moleque, mas depois Lintz se mostrou um verdadeiro canalha. Se juntou a outros ressentidos criando uma página com a finalidade de atacar o movimento. Depois não satisfeito, concedeu entrevista ao R7 afirmando que sua expulsão se deu de forma violenta, incluindo a delirante descrição de uma ameaça com taco de beisebol feita por Alexandre Santos – um dos fundadores do movimento ao lado de seu irmão Renan. Ali se viu que Lintz não era só um nutella de condomínio, mas sim um sujeito com graves desvios de personalidade. 

Aliás, na mesma entrevista ele narra outro absurdo: ele diz ter sido convidado para palestrar no MIT (sim, ele se refere ao Massachusetts Institute of Technology). Diz que foi convidado devido ao seu brilhante protagonismo político. Disse também que foi desconvidado por pressão de Kim Kataguiri, convidado para o mesmo evento (que mais ou menos naquela época foi apontado como um dos cem jovens mais influentes do mundo). O detalhe é que o próprio Kim jamais palestrou no MIT. Lintz mente tanto que chega a sugerir que o MBL teria influencia política em uma instituição americana, talvez se apoiando nas narrativas da esquerda de que o movimento é financiado pelos irmãos Koch. Lintz também relata que por conta do MBL perdeu sua bolsa na faculdade e passou a ser caixa de uma farmácia em Mogi das Cruzes. Ora, como um jovem prodígio convidado para palestrar no MIT não consegue outra bolsa ou vaga em universidade pública? Por qual motivo não foi convidado para trabalhar em alguma multinacional ou mesmo em alguma ONG? São perguntas que Lintz não responde. Em seu relato confuso ele lembra Shawn Eckhardt, personagem mitômano enrolado na trama da patinadora Tonya Harding (assistam o filme Eu, Tonya – fala do caso da patinadora americana que ordenou o ataque a uma adversária para brilhar nas Olimpíadas. Não deu certo e ainda rendeu a ela o ostracismo). 

Enfim, isso é o que deve ser dito sobre a fonte da revista Veja. Um personagem triste que se perde em suas mentiras, que vive de se alimentar do ódio e ressentimento. Para Lintz não há que se desejar nada mais do que sua pronta recuperação deste estado de torpor mental em que se meteu. Ele é jovem, não pode levar sua vida inteira nesta bolha de inveja em que se meteu. Que ao menos toque sua vida e que seja feliz. Já para a Veja a coisa fica realmente complicada. A revista virou mais um aparelho do petismo, fazendo inveja ao Brasil 247. Tanto que esperaram o dia seguinte ao patético julgamento do STF sobre o habeas corpus de Lula para soltar seus factoides. Querem desviar o foco, desmobilizar as ruas. Que meus amigos da coordenação do MBL ao menos processem estes miseráveis. Só me arrependo é de ter escrito que a Veja se tornaria Cartago. Na verdade se tornou Istambul: passou de capital do Ocidente a capital do califado petista dirigido por Lula e seu lacaio André Petry. 

Na mesma semana em que Veja solta este balão, houve a acusação por parte da revista de que foi o MBL que espalhou a fake News sobre a morte da vereadora Marielle Franco e seu envolvimento com traficantes. O que houve de fato foi um link repercutindo as declarações de uma desembargadora, tal qual foi feito por grande parte da imprensa. Claro, o autor do texto Luciano Ayan viu ali uma quebra da narrativa hegemonia do PSOL (que era a mesma da imprensa). O texto em questão foi apagado tão logo se soube que a desembargadora não sabia do que falava. Eu mesmo em meu twitter comentei o fato, censurando os chutes da magistrada por entender que aquele não era seu papel. 

No entanto a Veja não procurou esta informação, mas se ateve no compartilhamento de um fato que também foi compartilhado pela imprensa. A Veja não quis saber de censurar quem divulgou as falas, ou mesmo a própria desembargadora. Assim como parte da imprensa, ela preferiu lançar fogo contra o MBL. Vergonhoso, sujo e imoral. Até para a Veja. 

Há algo de podre nesta estratégia que é o desengajamento moral e a criminalização da política (dos outro). A Veja reclama que o movimento apoia “seletos candidatos”. Pergunta para o jornalista Eduardo Gonçalves: o MBL por acaso tem obrigação moral de apoiar todos? Seria razoável se o movimento apoiasse candidatos do PT, PCdoB e PSOL? E quanto aos grupos de esquerda que apoiam candidatos de esquerda, há alguma matéria venenosa ou só é crime promover articulações políticas se você estiver a direita?

A Veja trabalha contra a democracia, contra a verdade e contra o país. Tenta colar um rotulo de fake News que deveria estar estampado nas capas de suas revistas, como aquela que diz que o youtuber Arthur Moledo do Val é ligado a Bolsonaro (sendo que parte da militância do presidenciável o odeia justamente por divergência de ideias). A revista revira o lodo atrás de sujeira, não acha nada e se escora nas declarações de um garoto frustrado para tentar assassinar reputações. Vergonhoso e lamentável até para a Veja. Fica a pergunta: será que André Petry está obedecendo ordens ou está apenas mostrando serviço ao guru de sua seita?



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