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Se Marco Aurélio acha que e-mails e telefones raivosos são algo próximo da "crucificação", melhor se preparar que o pior ainda virá


“Hoje estou sendo crucificado. Estou sendo crucificado como culpado pelo adiamento do julgamento do habeas corpus do presidente Lula, porque sou um cumpridor de compromissos. Honro os compromissos assumidos”. Foi o que disse o ministro Marco Aurélio de Mello em evento da Ordem dos Advogados do Brasil. O tal "compromisso" era um vôo para o Rio. O ministro acha que seus compromissos paralelos são mais importantes que suas obrigações no Supremo Tribunal Federal. 

Marco Aurélio também tentou outras justificativas, mas visivelmente nervoso afirmou que foi obrigado a trocar de telefone e cancelar contas de e-mails por conta do volume de críticas que sofreu após tomar parte na farsa do julgamento do habeas corpus de Lula - que na prática concedeu ao petista algo infinitamente melhor que o hc, que é a possibilidade de contar com uma Justiça porca feita a sua imagem e semelhança. 

Marco Aurélio ao menos admitiu que a pressão popular está constante, que a sociedade não abaixou a cabeça com resignação. No entanto o ministro deve se preparar para dias piores. Ele não poderá mais frequentar restaurantes, shoppings, livrarias ou mesmo a garagem do prédio onde mora. É possível que até no banheiro público haja um brasileiro indignado querendo ser ouvido (isto é se não for alguém mais inflamado com desejo de vingança propriamente dita). que o jogo virou a favor do "religioso" de maneira surpreendente.

Colegas de Marco Aurélio como Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Leandowski já experimentaram da ojeriza popular. Marco Aurélio em breve se juntará ao grupo se não fizer o cálculo da contenção de danos. O fim que aguarda aos membros daquela corte é nebuloso, já que os guardiões da Constituição foram delinquentes a ponto de rifarem a estabilidade democrática em nome de um golpe na própria instituição. 

Marco Aurélio talvez ainda tenha na mente a lembrança daquele golpe que tentou desferir contra o impeachment, primeiro com declarações que não eram de sua competência e depois quando tentou obrigar o então presidente da Câmara Eduardo Cunha a abrir um processo de impeachment contra o então vice-presidente Michel Temer. Nem naquela época ele chegou a ser alvo de críticas tão pesadas contra agora. Pouco depois o mesmo sujeito soltou o goleiro Bruno, personagem nefasto de nossa história recente indigno de maiores considerações. Agora o mesmo ministro se articula no submundo em prol de uma farsa para soltar Lula. O que ele menos pode esperar da sociedade é que o cidadão médio lhe dê flores. 

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