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Gilmar tem obrigação de comparecer a sessão que decidirá o hc de Lula. Ou vota ou renuncia ao cargo


O ministro Gilmar Mendes não sabe se irá comparecer a sessão que julgará o pedido de habeas corpus de Lula no dia 04 de Abril. Gilmar alega estar “com dificuldades” de comparecer ao julgamento por conta de um evento jurídico em Lisboa organizada por ele em Lisboa.

Mas vejam só:

Gilmar foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal no longínquo ano de 2002 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Ao contrário de colegas como Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso, Gilmar já tinha proximidade com a rotina do STF por ocupar a Advocacia Geral da União. Quando assumiu o cargo, Gilmar sabia que sua obrigação seria comparecer a sessões.

Quem acompanha este blog ou mesmo meus perfis pessoais sabe que não estou entre os que acham que Gilmar Mendes é o pior nome da corte, ainda mais por se tratar de um colegiado que tem nomes tão sujos quanto Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.

Como aqui se pretende fazer analise e não torcida, não será aqui que iremos aliviar para o ministro: ele sabia muito bem dos compromissos assumidos quando aceitou o cargo. Se depois assumiu outros negócios paralelos, deveria ao menos ter a decência de conciliar as agendas. O STF é a prioridade, se não for é o caso do ministro pedir para sair e se dedicar a seus seminários e universidades. Gilmar e os demais ministros recebem polpudos salários, benefícios pornográficos e assessoria para trabalhar. Não há qualquer desculpas para essa doentia relativização.

É direito de Gilmar ter seus negócios, o que não é nem um pouco decente é que ele se ausente de uma decisão tão importante com esta desculpa. É melhor até que assuma posição em favor do ex-presidente criminoso do que se furtar da decisão de forma tão canalha. Para quem tem uma imagem pública tão deteriorada, não fará a mínima diferença. O que pode sim piorar é a colaboração com a farsa togada. 



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