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Farsa do STF pode provocar cenas de selvageria e despertar a violência das ruas


Os ministros do Supremo Tribunal Federal escolheram de maneira consciente o caminho da indignidade ao adiarem a decisão sobre o habeas corpus de Lula ao mesmo tempo em que concederam ao criminoso uma liminar que impede sua prisão até que a corte se debruce novamente sobre seu recurso. Isso é extremamente perigoso.

Os ministros que participaram daquela farsa escolheram também um caminho que pode mergulhar o país na violência, no caos e na incerteza. Se até então os ânimos estavam exaltados, agora chegamos ao ponto em que as ruas poderão ser tomadas por cenas de selvageria.

Aliás, antes mesmo da votação já víamos este tipo de evento. Em Santa Maria um petista chegou a ser chicoteado por um produtor rural furioso com a passagem do petista pelo Sul. Às vésperas de um processo eleitoral, isso é faísca em gasolina.

A irresponsabilidade do STF não só aprofunda a crise como desperta o pior na sociedade, que é a total e completa descrença nas instituições e na justiça. Quem não acredita na Justiça tende a recorrer a práticas paralelas como o linchamento, ao enfrentamento nas ruas, aos escrachos... isso para falar no que há de mais brando.

Em nossos dias se tornou comum as vaias e hostilização de figuras políticas em locais públicos. Os próprios ministros do STF são alvos constantes. Ricardo Lewandowski e Ricardo Lewandowski já foram alvos, mas talvez o preferido seja Gilmar Mendes (odiado igualmente pela esquerda e pela direita). É uma realidade bem próxima de nomes que ainda não experimentaram o preço da ojeriza popular. Este ponto é importante: esta falta de visão da realidade pode ter um preço caro. Como disse o Marcelo Madureira em programa recente, pode ser que os ministros não possam mais frequentar sequer a garagem do condomínio para não enfrentar a fúria das ruas.

Imaginem agora o pensamento do cidadão médio, aquele que sofreu por conta da crise gerada pelo assalto petista. Este cidadão não foi amparado, foi vítima de toda a sorte de abusos e violações por parte dos que dirigiam o Estado. Daí ele vê o seu algoz caminhando para o cadafalso após um histórico julgamento. É quando vem o STF livrando o condenado de sua justa sentença.
Este indivíduo certamente perdeu a crença na democracia. Certamente rumina em seu íntimo que os militares deveriam voltar, que a solução passa longe da burocracia jurídica. Este cidadão quer sangue, já que viu que a justiça está nas mãos de tipos sujos que aceitam tomar parte em conspirações políticas.

Um país que foi palco de algo semelhante foi a Ucrânia em 2014. Quando o povo perdeu a fé nas instituições dirigidas pelo governo de Viktor Yanukovytch, a fúria não foi dirigida apenas aos traidores: ela tomou conta de tudo, e até hoje o país demora a se recuperar daqueles dias terríveis. Mesmo os movimentos democráticos que protestavam contra o governo Yanukovytch enfrentaram dificuldades por defenderem saídas constitucionais em um mundo onde as pessoas só queriam soluções de força.

É exatamente isso que se vê no Brasil. Não adianta nada o STF atacar “as fake News” ou a imprensa pedir “moderação”. A massa enfurecida é o pior que pode acontecer a um país depois de uma tirania, já que aqui temos milhões de indivíduos que só irão parar após anuviarem seu desejo de vingança. Talvez os ministros não se lembrem, mas os ucranianos chegaram a atacar políticos, juízes e empresários ligados ao antigo regime. Essas pessoas foram caçadas nas ruas. Um político chegou a se tornar notícia no mundo após ser arremessado em uma caçamba de lixo por uma turba enfurecida. Ainda teve sorte de não ter sido linchado. São estes “primitivos sentimentos” que o STF despertou no brasileiro, uma cólera difícil de ser controlada. Neste momento, tudo o que desejamos é que a irresponsabilidade dos ministros não produza um cadáver.



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