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Brasil 247 vai ao esgoto ao dizer que Jacó era "filho da puta" e que judeus são "inimigos de Deus". O asqueroso texto já foi deletado.


No dia de ontem (domingo,04 de Março) o Brasil 247 publicou um texto intitulado "Quem é Judeu?", de autoria de um sujeito chamado Lelê Teles, figura tosca que se apresenta como "jornalista e publicitário. O texto segue abaixo. Para que não restem dúvidas quanto a autenticidade, segue o link em cache (http://bit.ly/2H2zX58).


Bibi Netanyahu, corrupto e genocida, está vindo aí. Só o diabo sabe o que ele vem fazer por essas paragens.
Antes que Jean Wyllys diga mais uma bobagem em favor do sionismo, vos digo em verdade.
A lei judaica afirma que judeu é todo aquele nascido de mãe judia, ou que tenha se convertido seguindo certos princípios e tal....
Na bíblia, os judeus são aqueles que matam, que invadem as terras alheias e que trepam com diversas mulheres, embora apedrejem as mulheres que trepem com diversos homens.
Atentai bem!
Jacó, judeu legítimo, é aquele que deu porrada em um anjo. Imagina você um camarada espancando um anjo do senhor!
Esse é o nosso Jacó.
Esse mesmo Jacó é aquele malandro que mentiu para o próprio pai por pura ganância e por inveja, porque o pai preferia o irmão, Esaú.
Grande filho da puta esse Jacó. Na minha quebrada ele não durava um dia.
Mas acabou que deu ruim pra ele. José, o seu filho predileto, foi vendido como escravo pelos próprios irmãos.
Ele enganou o pai e foi enganado pelos filhos.
E ainda foi trapaceado pelo tio, Labão, que o obrigou a trabalhar pra ele por duas décadas.
nesse período, entre uma enxadada e outra, o taradinho comia as duas filhas do tio e ainda as duas servas delas, fazendo filhos como coelho.
É desse sujeito que descendem as 12 tribos de Israel, encabeçadas pelos seus doze filhos, um mais filho da puta que o outro.
Pelas barbas de Bin Laden, dirás. mas digo mais.
Para você não sair por aí tão BBB quanto o Jean Wyllys, falando do que não sabe, ouça o nosso velho e bom Bourdoukan.
Abraão não era judeu.
Moisés não era judeu.
Davi não era judeu.
Salomão não era judeu.
Sobrou Israel que era judeu e na acepção da palavra significa inimigo de Deus.
Como é que ficamos?
Mas vamos aos fatos para que não pairem dúvidas.
Abraão não era judeu porque ele é anterior ao judaísmo.
Historicamente, Abraão era iraquiano da cidade de Ur.
Moisés era egípcio no nome e pelo nascimento e não se sabe quem foi sua mãe.
Davi não era judeu porque os judeus só reconhecem quem é judeu pelo lado materno. E a mãe de Davi era moabita.
Salomão, filho de Davi, era neto de Ruth, a moabita.
E por falar em descendência, Jesus, o Messias, é descendente, de acordo com a Bíblia, de Davi, o neto da moabita.
Jesus era palestino de nascimento.
Sobrou Israel.
Israel era judeu e arrogante.
O nome verdadeiro de Israel é Jacó e recebeu o nome de Israel porque ofendeu e lutou contra o anjo do Senhor.
Isso também está na Bíblia.
E quem agride um anjo não se torna seu amigo, mas inimigo.
Portanto, tecnicamente Israel significa inimigo de Deus.
Talvez agora consiga-se entender porque os governantes de Israel são tão arrogantes e cruéis.
Palavras sapienciais.

O texto foi deletado antes do final do dia, já que o Brasil 247 não recebeu exatamente a repercurssão imaginada. Não é preciso dizer mais nada sobre o artigo de Lelê Teles, figura abjeta que só poderia mesmo dar expediente em uma sarjeta como o diário de Leonardo Attuch (muitos já se esqueceram das relações deste senhor com o banqueiro Daniel Dantas e das menções a seu nome na Operação Lava Jato). Um texto tão raivoso que ataca até Jean Wyllys, apenas pelo fato do deputado de extrema-esquerda reconhecer que Israel é o único país do Oriente Médio cujas leis não criminalizam os homossexuais. Quanto as teses loucas e afirmações mentirosas supostamente baseadas nos textos bíblicos, daí é melhor nem comentar. Não se pode bater palma para essa gente ou mergulhar nas trevas de suas mentes. 

A extrema-esquerda sempre foi isso: antissemitismo, racismo, revanchismo e desejo de sangue. Toda a fundamentação para a barbárie costuma vir sob o verniz acadêmico, como se fosse uma tese científica inquestionável. Surpreende que o mestrando Lelê não tenha tomado o cuidado de camuflar seus primitivos sentimentos em falas profundas e pretensamente isentas do simples desejo por sangue. Talvez ele tenha preferido deixar o habitual lirismo de uma seita que costuma pedir mais amor enquanto degola seus inimigos. 

O texto não chega a ser surpreendente, exceto pela repetição dos mesmos argumentos históricos de negação de humanidade ao povo judeu e de tentativa abjeta de separar a memória daquele povo da terra em que sempre habitaram. Até mesmo argumentos religiosos são levantados, sempre na tentativa de diminuir a humanidade hebraica. Estamos nós aqui em 2018, há quase sessenta e sete anos depois do lançamento do livro "As Origens do Totalitarismo", atestando que Hannah Arendt estava correta quando dizia que a tentativa de diminuir a humanidade de grupos considerados rivais é marca de quem tenta justificar qualquer barbárie cometida contra estes alvos políticos. Isso significa que Lelê Teles e o Brasil 247 pretendem incitar todo tipo de violência possível contra estes grupos, já que em tese não são cidadãos merecedores da mesma dignidade que os outros. 

Como disse nos comentários o advogado Átila Drelich: Independentemente de qualquer juízo político que se possa ter da linha editorial desse site e das opiniões que defende, não é possível que os seus leitores não percebam que esse texto é provavelmente o maior libelo antissemita redigido no Brasil nos últimos 50 anos. Me refiro ao período de meio século, porque tendo 49 anos, jamais li algo tão asqueroso. Seu autor poderia facilmente carregar uma dessas bandeiras da KKK em uma marcha qualquer nos EUA. Será que os editores do site não perceberam que o que está escrito aqui não é uma oposição a um governo ou a uma política, mas um manifesto de ódio contra os judeus? 

Sim, é inadmissível que este tipo de coisa aconteça sem que os autores sejam punidos. Mais inadmissível ainda é ver a esquerda nua desta forma e achar que estamos lidando apenas com idealistas equivocados e não com perigosos fundamentalistas. Um texto desses é escandaloso: da última vez em que se elaborou um texto mentiroso repleto de mentiras cujo o único objetivo era classificar os judeus como inimigos da humanidade, nasceu o Protocolo dos Sábios de Sião.

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