Ads Top


A fake news espalhada pelo TSE de Fux: é preciso investigar se foi ato bisonho ou má-fé


Desde que assumiu o Tribunal Superior Eleitoral, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux tem se dedicado ao que chama de "luta pela verdade". O tribunal que não deveria sequer existir resolveu que sua luta será contra as "fake news", uma ameaça a democracia maior do que problemas presentes no cenário político brasileiro como influência do crime organizado e as fraudes eleitorais. 

A cruzada contra as fake news levou o site do TSE a compartilhar em seu site um estudo realizado pela USP e FGV, que envolvia ainda a Associação Paulista de Especialistas em Políticas Públicas. Ocorre que tal estudo jamais foi realizado. O TSE de Fux compartilhou uma fake news. 

Este boato compartilhado pelo TSE corre as sarjetas da extrema-esquerda há meses. Em uma das versões, o MBL é citado como o maior propagador de fak news do Brasil. O material já foi compartilhado por páginas como Esquerda Valente, Falando Verdades, Pensador Anônimo e pelo jornalista Cláudio Tognolli. No entanto ele foi rechaçado ainda no ano passado pelo Boatos.org e pelo próprio Monitor do debate público no Meio Digital, centro de estudos da USP que analisa justamente a dinâmica do confronto político nas redes sociais. 


Fux havia determinado que empresas que produzem fake news fossem investigadas. É preciso agora que investigue o próprio TSE, que de maneira desastrosa contribuiu para a estigmatização de brasileiros com base em um levantamento falso há muito desmentido pelos supostos autores. Seria um bom começo para Fux provar que não houve má-fé nesta divulgação.

O problema das fake news nem de longe representa ameaça em um estado democrático onde há plena liberdade de discurso. No Brasil temos a disposição não só as redes sociais como também a Justiça para punirmos os mentirosos. Não é necessário adotar a censura desejada por políticos e por grandes veículos de comunicação que desejam apenas eliminar a concorrência que sofrem de veículos independentes. 

Fux, por exemplo, sempre é alvo de veículos independentes por conta de decisões corporativas. Tudo o que se publica em portais independentes é baseado no que é publicado antes na grande imprensa. O ministro jamais se insurgiu contra estes veículos (e nem deveria, já que seria censura). Mas quer na marra criminalizar o exercício da liberdade de imprensa contra quem tem menos recursos para se defender. 

Ora, só a luz pode combater as trevas e só a verdade combate a mentira. Se arvorar no papel de Polícia da Verdade é uma saída típica de quem tem pensamento autoritário. Talvez por isso seja ainda mais curioso ver o paladino da justiça e da verdade Luiz Fux passando o vexame de fazer declarações inflamadas enquanto se baseia em um discurso falso. Só não é engraçado porque ele e sua classe são os maiores beneficiados pela desinformação. 

O Reacionário no Facebook:


[left-sidebar]

Tecnologia do Blogger.