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Vexame de Gleisi com afirmação de que "Vai dar PT" é apoio ao petista Rui Costa é só mais uma frustrada tentativa de golpe midiático



A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) mais uma vez roubou as atenções da mídia ao declarar em rede social "interpretar" gestos aleatórios com apoios ao partido. Desta vez foi o cantor de axé Léo Santana no carro elétrico gritando aos foliões de Salvador que "Vai dar PT". Rapidamente a "Amante" correu ao Facebook para dizer que era um sinal de apoio ao governador petista Rui Costa, postulante a reeleição que tem como principal adversário o ACM Neto, o prefeito de capital mais bem avaliado do país. Antes foi um "Forza Luca" da torcida do Bayern de Munique. Como já se sabe, era uma campanha de apoio ao italiano Luca Farnesi, ferido em uma briga de torcidas. Gleisi rapidamente disse que era um "Força, Lula".

Mas será que Gleisi é tão idiota assim?

Ao contrário. A distinta senhora foi líder estudantil durante seus anos de Faculdade de Direito na Universidade Federal do Paraná. Inicialmente filiada ao PCdoB, Gleisi rapidamente colocou seu nariz para trabalhar: ciente de que o PCdoB não sairia da condição de partido-satélite da extrema-esquerda, ela rapidamente se filiou ao PT. Integrante do círculo próximo do vereador petista Jorge Samek, "Coxa" conseguiu cavar seu lugar na Itaipu Binacional quando seu mentor foi para a estatal. Conheceu o jornalista Neilor Toscan, que permitiu que ela empreendesse voos maiores: Toscan era assessor de imprensa de um promissor político, o deputado e futuro ministro do Planejamento de Lula e ministro das Telecomunicações de Dilma Rousseff. Gleisi vivia com o marido e com os demais assessores na mesma residência em que morava o deputado federal petista (ironia: os deputados petistas economizavam em residências apenas para poderem roubar o estado inteiro anos depois). Lá se aproximou do parlamentar e abandonou o marido. Casou-se com o chefe do marido, e anos depois ocuparam cargos no estado de Mato Grosso do Sul na gestão do petista Zeca do PT (uma das gestões mais corruptas da história do estado). Só depois que ela voltou ao Paraná, onde se elegeu senadora enquanto o marido fazia parte do governo Dilma.

Tudo isso foi para dizer que Gleisi não é uma pateta histérica que faz o que quer que seja por impulso. A mulher é fria e calculista a ponto de ir pessoalmente receber malas de propinas em hotéis, aeroportos, shoppings e restaurantes, conforme declarou Alberto Youssef em sua delação na Operação Lava Jato. Gleisi também tentou tomar para si o governo do Paraná, insuflando os sindicatos pelegos contra o débil governador Beto Richa (este viu o galo cantando e até hoje não sabe de onde). Mesmo derrotada, Gleisi ainda tinha suas longamanus por lá. Conseguiu desestabilizar o governo tucano a ponto de levar a popularidade de Richa ao chão. Após o impeachment ela deu esteio para as primeiras invasões de escolas junto com os sindicatos de professores. Quando a farsa foi desmontada, ela sacou outra da manga: apareceu com uma estudante lacradora que discursou para a os deputados estaduais da Assembléia Legislativa do Paraná responsabilizando os parlamentares pela morte do aluno que foi assassinado por um colega drogado em uma das escolas invadidas. Gleisi aqui mostrou mais uma vez sua genialidade: a aluna era filha de um advogado petista que já trabalhou com a própria senadora. Ainda assim conseguiu vender o embuste, levando a adolescente estelionatária até para o Senado. Até mesmo Janaína Paschoal e Vera Magalhães caíram no conto da adolescente preocupada apenas com a educação.

No fim das contas, Gleisi é muito mais esperta do que parece. Na presidência do PT, a "presidenta" da organização criminosa que usa o partido da estrela vermelha como fachada conseguiu algumas vitórias. Conseguiram até instrumentalizar a Lava Jato ao seu favor. Conseguiram que o PT voltasse ao status quo de partido preocupado com a ética aos olhos de parte da opinião pública, auxiliada pela Rede Globo e por outros oportunistas subalternos que queriam derrubar o governo. Se hoje Gleisi emprega pequenas tentativas de golpe retórico como "Força, Lula" e "Vai dar PT", é preciso entender que há cálculo nisso: se o golpe não colar, o máximo que vai acontecer com Gleisi é passar alguns dias sendo assunto nas redes sociais por conta do vexame. Se colar, ela terá adquirido apoio para si e para a organização criminosa que comanda. Pode não fazer sentido para o pacato cidadão, mas tem muita lógica para alguém cujo habitat natural é o chiqueiro.



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