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Quebrando o Tabu acha que basta um pedófilo condenado prestar vestibular para que seus crimes sejam apagados



Os lacradores do Quebrando o Tabu conseguiram inovar em sua própria indignidade e superar qualquer limite conhecido de monstruosidade: a página elogiou uma notícia do G1 em que o veículo global cantava em verso e prosa o fato de que um detento do sistema prisional do Pará foi aprovado no primeiro lugar no vestibular para o curso de audiovisual da UFPA (Universidade Federal do Pará). Na legenda os cretinos escreveram: “Bandido bom é bandido recuperado e passando em primeiro na faculdade”, acrescido de um emoji de sorriso para atrair a simpatia de adolescentes lobotomizados. O problema é que segundo levantamento de usuários do Reddit, o presidiário Pedro Henrique Monteiro Araújo não é um criminoso comum: ele foi condenado por estuprar três garotos que faziam parte de um grupo de escoteiros, além de ter filmado os atos e distribuído para outros pedófilos. Mas para o Quebrando o Tabu basta passar em um vestibular que o sujeito está automaticamente reabilitado e pronto para o convívio social. Diante da repercussão, os emissários da Lacrolândia decidiram deletar a postagem. 



No caso de Pedro há ainda alguns adendos bem onerosos: ele sequer passou em primeiro lugar. Indivíduo de pele clara, o criminoso prestou vestibular como cotista racial. Mais uma questão que colocará em cabelo em pé a extrema-esquerda, já que a alardeada posição de destaque se deu por meio de fraude e na seção de vagas reservadas aos afro-descendentes. Vamos recapitular: o Quebrando o Tabu, G1 e vários outros veículos progressistas que noticiaram os fatos na esteira do que foi propagado pelos militantes na verdade celebraram uma espécie de “lavagem de reputações”: comemoraram o fato de que um pedófilo condenado passou em um vestibular público por meio da fraude da política de cotas raciais. Comemoraram não só um branco se declarando negro para ter sua pena diminuída, como também um pedófilo tentando se colocar como bom moço. 

São muitas questões erradas, tantas que não se sabe ao certo por onde começar. 

O fato é que o sujeito em questão é o mais sagaz dos envolvidos, pois sabe muito bem que tipos como ele podem agir livremente na sociedade se associados ao “lobby do bem” exercido por gente asquerosa como os militantes do Quebrando o Tabu. Já o Quebrando o Tabu é tão sórdido que trata das questões com simplismo calculadamente imbecil para galvanizar crimes, como se roubar uma galinha fosse semelhante ao estupro. Se valem até da ignorância espalhada pelo senso comum e por certos grupos de direita que gritam aos plenos pulmões que “bandido bom é bandido morto” para venderem idéias venenosas como esta, a de que basta um diploma para recuperar um predador sexual. 

Deixando claro aqui que o Quebrando o Tabu é um dos grupelhos que mais força a narrativa oriunda da extrema-esquerda americana de que todo homem é um agressor em potencial, que basta a palavra de uma suposta vítima para que se destruía uma biografia. Notem que aqui não temos só a palavra de três vítimas, mas farto material manipulado pelo criminoso que aparece acenando com cara de bom moço na matéria do G1. O sujeito ali é retratado de forma quase angelical, enquanto estes mesmos grupos organizados dizem que Donald Trump não pode ser presidente por conta de acusações de assédio nunca comprovadas. Vários pesos e várias medidas, tudo de acordo com a agenda e interesses envolvidos em cada uma das circunstâncias. Quando as histéricas de Hollywood dizem que James Franco é um assediador por “ter colocado a mão na cabeça de uma atriz enquanto recebia sexo oral da mesma” (esta é uma das acusações de “machismo” que pesam contra o ator), um criminoso como Pedro Henrique Araújo é perdoado por coisas muito mais graves. 

Sobre o fato do maniaco ter filmado suas vítimas e ter se candidatado a uma vaga para o curso de Cinema e Audiovisual, aí reside uma coincidência macabra demais para ser comentada. 

Para não fugir muito do tema em questão, tudo isso trata-se de um embuste retórico: se é verdade que em democracias não se deve prevalecer a Lei de Talião por conta da civilidade que norteia os valores do Estado, também é verdade que a função das prisões não é funcionar como “centro de recuperação”, vez que a prática criminosa não se dá por conta de alguma doença que acometeu o cidadão ou por alguma circunstância que o obrigou a praticar tais atos. O indivíduo que vive em uma sociedade organizada sabe de antemão que algumas práticas são consideradas ilícitas por atentarem contra a dignidade da sociedade em que ele está inserido e por eventualmente ferirem os direitos de outros que são semelhantes a ele em direitos. Logo, não é preciso explicar a um sujeito barbado que ele não deve estuprar garotos. Ele próprio sabia disso, tanto que seus crimes foram praticados por meio de ameaça. Portanto também não é necessário dizer que “ele merece uma segunda chance”. Daí a necessidade de privar este indivíduo do convívio com a sociedade, uma vez que ele não está disposto a respeitar regras claras de convívio e que seu trânsito entre os cidadãos pode gerar ainda mais dor e sofrimento para inocentes. O que os pensadores da Nova Esquerda inventaram foi a tese de que se o indivíduo cometeu algum crime, é dever da sociedade recuperá-lo. Casa com a tese rousseauneana de que “O homem é bom e a sociedade é quem o corrompe”. O porém que não é essa a função dos presídios, instituições que devem apenas garantir a reclusão dos que foram condenados por crimes de maior gravidade. 

Voltando aos deploráveis quebradores de tabu (tanto da página quanto do G), fica claro a desumanidade galopante desses indivíduos. Começam até a passar por cima de fatos notórios como da ampla maioria de indivíduos iletrados que jamais praticou crime algum, bem como da grande quantidade de bacharéis nos bancos dos réus pelos mais diversos crimes. Essas teses falsas não explicam casos como Suzanne Von Richtoffen, a moça rica cujo pai possuí por direito de nome o título de Barão. Ou o psicoterapeuta Eugênio Chipkevitch, pedófilo que antes de ter sua vida dupla descoberta pela imprensa chegou a ser classificado como um dos dois mil cientistas mais importantes do século XX pela Who’s Who in Science and Engineering. Um monstro graduado continua sendo um monstro, assim como monstros seguirão em sua natureza deformada e pestilenta mesmo que declarem ao mundo seu amor pela humanidade, como é o caso do Quebrando o Tabu.



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