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O divórcio litigioso entre a Tuiuti e extrema-esquerda tem direito até a desmentido contra professor "Vampirão" e acusação de oportunismo


O Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso do Tuiuti fez a alegria dos abutres da extrema-esquerda neste Carnaval ao levar para a Marquês de Sapucaí um enredo tosco onde narravam o suposto "retorno da escravidão" que seria viabilizado pelas reformas "desumanas" do presidente golpista Michel Temer, retratado como "Vampirão Neoliberalista". Mas parece que a relação incestuosa não passou de alguns dias de festejos na Lacrolândia.

Durante o final de semana muito se falou sobre a censura contra Léo Morais, o professor socialista que se vestiu como "Vampirão". O próprio professor foi até as redes sociais falar em censura. Se insinuou até que a Rede Globo estivesse por trás do veto a faixa presidencial.

Para variar, não era nada disso. Presidente da agremiação, Renato Thor declarou a imprensa que não houve qualquer censura, desmentindo até o professor que fez papel de bufão fantasiado de Temer. Declarou ainda que "a escola nunca pretendeu fazer protesto", que a agremiação foi vítima do "oportunismo" dos que transformaram o enredo em ato político. Está tudo lá em O Globo, na coluna a Marina Caruso. Já a declaração sobre a faixa presidencial foi dada ao jornalista Fábio Grellet, do Estadão.

Presidente do Tuiuti nega censura e explica ausência da faixa do vampiro: 'Houve oportunismo'
Vampiro sem a faixa presidencial
Tão polêmica quanto a crítica à reforma trabalhista que o Paraíso do Tuiuti levou à Avenida, a falta da faixa presidencial do vampirão no Desfile das Campeãs ganhou as redes sociais. A escola vice-campeã, abraçada pelo gosto popular, passou a ser questionada por ter supostamente amarelado na apresentação do último sábado. Porém, em conversa com o blog, o presidente Renato Thor nega ter recuado por medo de represálias. E contesta a versão de que o governo teria procurado a escola solicitando a retirada da faixa do vampiro que representava o presidente Michel Temer.
"Eu jamais me omitiria. Acontece que o protesto tomou uma proporção muito grande. E muita gente pegou carona na escola. Houve oportunismo. Em momento algum o Paraíso do Tuiuti estava com essa proposta (de fazer um protesto). Nos desfiles dos anos 80, sempre houve a crítica. A gente quis fazer uma crítica, mas sem tomar partido de ninguém. Eu só queria fazer um carnaval e respeitar o povo e nossa cultura", explicou Thor. O presidente do Paraíso do Tuiuti nega ser partidário do PT, como vem sendo especulado. Garante, por sinal, não ter participado dos pleitos nos quais Lula e Dilma foram eleitos.
"Nunca me envolvi em política. Quando perguntam em quem vou votar, espalho que vou vir como vereador. E, aos 44 minutos, digo que desisti. Faço isso para ninguém me pedir apoio. E não votei no Lula ou na Dilma. E, quer saber? Não votei em ninguém nesses anos aí. Estava viajando", encerra Thor. (Marluci Martins)

Também foi desmentida a informação de que a Globo não iria transmitir o desfile das campeãs em retaliação ao desfile. A emissora não transmite este evento desde 1999. Aliás, no que dependesse de nomes globais como André Rizek, Chico Pinheiro, Letícia Sabatella, Alinne Moraes e outros militantes, o desfile não só seria exibido como também seria feito uma minissérie sobre a escola que desafiou o governo e chamou mais de metade dos brasileiros de trouxas. Muito ao contrário do que se diz, a Globo afaga a extrema-esquerda, fazendo o papel de mãe boba de filho mimado, acalentando uma criança birrenta que quer o tudo ou nada.

Uma verdadeira baixaria.

Ficou muito feio para todos os envolvidos. A escola Paraíso de Tuiuti se deixou utilizar como cavalo de santo de um protesto político, ao contrário do que foi declarado por seu presidente. O que aconteceu é que mexeram em um vespeiro e a coisa fugiu do controle. Cicatrizes antigas foram descobertas, como o acidente no ano passado em que um carro da escola esmagou pessoas e causou a morte de uma radialista. Também se descobriu que a escola empregava apenas três funcionários com carteira assinada, enquanto o seu enredo dizia que o contrário disso era "escravidão". A escola ainda conseguiu lograr um segundo lugar constrangedor e questionável, se tornando objeto de tudo o que há de pior em termos de politicagem. Conseguiu se tornar um símbolo de hipocrisia e nojo para muitos brasileiros, inclusive os que foram chamados de fantoches na avenida.

Claro, foi uma jogada excepcionalmente ruim para as escolas de samba como um todo. De uma hora para outra toda a exposição se voltou para os bastidores de um setor dominado por contraventores, milicianos, traficantes, políticos corruptos... Essa gente não quer holofotes. Menos ainda serem questionados por supostamente arrogarem para si o papel de arautos da moralidade, que foi o recado transmitido pelo carnavalesco Jack Santos, indivíduo tão incapaz que até confessou que só não criticavam o governo antes por serem "parceiros do poder". Isso também pegou mal, fazendo com que a sociedade levantasse perguntas incomodas sobre a natureza desta relação.

Só restou ao presidente Renato Thor pôr fim ao circo midiático e desmentir alguns pontos, além de se voltar contra seus apoiadores de ocasião. Como foi dito aqui, a Paraíso de Tuiuti era uma escola de samba desconhecida que pegou rabeira no oportunismo da extrema-esquerda. Como disse o Rica Perrone em seu blog, a escola preferida de todos os esquerdistas do Brasil um dia seria esquecida e voltaria para a irrelevância. Eu já digo que o melhor era ter continuado desconhecida, porém com a dignidade dos anônimos. Quem com porcos come, farelo come.

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