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Esta índia demoliu o discurso que chama fantasia de índio de "racismo e apropriação cultural". São assim os que não trabalham pelo extremismo


Alguns militantes supostamente indígenas passaram a patrulhar as redes sociais condenando os hereges que se fantasiam de índio no Carnaval. O Catraca Livre (portal daquele botequeiro que recomenda aos seus leitores pratos preparados com fezes) até publicou um vídeo de extremo-fascismo onde lista uma série de outras fantasias proibidas. A Ordem dos Advogados da Bahia foi ainda mais longe: em uma publicação mentirosa, a entidade apelou para o desconhecimento jurídico da maioria da população sugerindo que o uso dessas indumentárias pode resultar indiciamento do cidadão por injúria racial (o que é mentira, injúria é algo referente a um indivíduo ou grupo específico. Não há qualquer previsão legal nessa tentativa de estelionato intelectual praticada pela OAB baiana). 

Assim como nas discussões que envolvem a população negra, principalmente as mulheres negras, sempre são as justiceiras sociais que se destacam ao falarem sobre espaço de fala, dívida histórica, reparação, solidão da mulher negra e outros cavalos de pau e piruetas retóricas que essa gente mentirosa e totalitária tenta emplacar para conseguir seu objetivo maior, que é o controle sobre corações e mentes por meio da coerção moral ou legal. Sempre quem reproduz este discurso são militantes, nunca pessoas comuns. O pacato cidadão negro deseja saneamento básico, segurança pública, acesso a educação e ao mercado de trabalho. Pautas que passam longe do radar dos embusteiros que desejam apenas dominar o mundo. Nas favelas, das periferias, no interior e nos centros urbanos, estas populações jamais defenderão a agenda dos justiceiros sociais. 

No caso dos indígenas indignados, houve até a ação dos já mencionados supostos indígenas. Mas eram um punhado de militantes que conseguiram fazer barulho graças aos holofotes que a grande mídia empresta aos radicais. A militante Katu Mirim foi quem começou a campanha. Mas detalhe: ela foi adotada ainda criança por uma família branca, cresceu na cidade e viveu grande parte da vida em São Paulo. Aqui cursou a universidade, aprendeu a gritar #ForaTemer com colegas de extrema-esquerda e aprendeu o valor do vitimismo e das artimanhas que compõe o "Mini manual do totalitário oprimido". Foi quando passou a usar "o ativismo em prol do índio" para ganhar dividendos políticos. 

Esta moça foi tão longe em seu delírio que chegou a fazer publicações onde dizia que iria registrar o rosto de cada personalidade brasileira que praticasse o crime de se fantasias de índio. Que era racismo, e portanto crime. Mas daí surgiu uma outra indígena comentando o fato. Vejam o vídeo: 





O nome da moça é Ysani Kalapalo, da tribo Kalapalo. Foi criada junto da tripo, no Xingu. A moça diz que os índios ficam felizes quando o branco presta referência a cultura indígena. Do outro lado, uma moça criada fora de sua tribo alega que o mesmo é racismo. Ysani diz que "da mesma forma que ela utiliza coisas próprias da cultura do branco", é completamente aceitável que o branco faça o mesmo. 

A diferença entre um discurso e outro é gritante, uma verdade demolidora: de um lado temos uma moça ciente de seu papel, crente na força de sua identidade, feliz e plena com sua realidade. Do outro lado temos uma moça inconformada com sua origem, com dúvidas profundas sobre sua identidade. A primeira é tão orgulhosa que quer compartilhar. A outra é tão vacilante que adere a uma campanha de aspecto maoísta, conferindo valor político a aspectos simbólicos, propondo coerção e punição. Ysani se aceita, por isso compreende o mundo pela ótica da realidade e razoabilidade. Katu Mirim não se aceita, por isso pretende forçar o mundo a aceitá-la antes para que se sinta confortável. Katu Mirim infelizmente se perdeu para o ressentimento, que é o primeiro estágio antes do radicalismo. É o que fornece solo fértil para o fascismo e expressões políticas semelhantes. O fascista não é só um sociopata que deseja dominar o mundo, mas também um ser torturado com seus próprios fantasmas que não aceita o mundo como ele é, e principalmente, que não se aceita como é.  

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