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Cavalo de Santo do petismo, Tuiuti verá seus dirigentes voltarem ao submundo de onde não deveriam ter saído


A escola de samba Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso do Tuiuti saiu da obscuridade para o estrelado graças à adoção de um enredo de gosto duvidoso feito sob medida para fomentar a agenda petista, sobretudo a narrativa da extrema-esquerda que chama o impeachment de Dilma "Yolanda" Rousseff de golpe.

Não foi impressão, não foi implicância, menos ainda perseguição política: o fato foi admitido até pelo carnavalesco Jack Vasconcelos, militante de extrema-esquerda que fez campanha para Marcelo Freixo nas redes sociais e que admitiu em entrevista ao site Carnavalesco que "a escola não criticava o antigo governo para não arranhar a nossa parceria". Aspas para Jack Vasconcelos:

Eu acho que é positivo a gente poder se posicionar. Muito disso tem relação com a troca de governo. Hoje somos oposição e antes éramos parceiros do poder e não podíamos arranhar a relação. Enredo mais críticos não eram incentivados. Agora com uma guerra declarada tem essa abertura maior. Os dirigentes nos deixam livres, e temos mais é que fazer

Palavras dele, não minha. O que seria interessante é que se investigasse qual era a relação entre a Paraíso de Tuiuti e o antigo governo. Havia financiamento? Uso de dinheiro público ou privado? Cargos comissionados? É importante seguir com isso, já que o próprio carnavalesco assumiu seu papel de pelego e o papel da escola como mero cavalo de santo do petismo.

Fique claro também que a escola exerceu seu direito de liberdade de expressão, o que incluí o direito a hipocrisia. É imoral dizer que a reforma trabalhista irá precarizar as relações de trabalho enquanto se beneficia da própria flexibilização para empregar apenas três funcionários com carteira assinada. Foi o que fez a Paraíso de Tuiuti ao endeusar a CLT fascista enquanto o grosso de seus funcionários passam longe do radar das autoridades trabalhistas. Agora a escola não pode reclamar se for questionada, visto que quem defende determinada filosofia deve ser o primeiro a praticá-la.

Além de empregar funcionários de maneira informal, a Paraíso de Tuiuti ainda incorre em outra prática hipócrita: como escola de samba, está inserida em um nicho de mercado onde as relações institucionais e políticas são completamente nebulosas. Todos sabem que o setor é dominado por contraventores, milicianos, políticos corruptos e pelo próprio crime organizado. Cabe repensar o Brasil: quando é que permitimos que pessoas envolvidas até o pescoço com o submundo invadissem o noticiário pregando a moral que desprezam?

Claro, a escola logrou um segundo lugar. Graças ao pistolão da mídia e da Rede Globo, cujos artistas e influenciadores forçaram a escola até o fim. Graças também as relações políticas de seu presidente: Renato Thor é ao mesmo tempo presidente da Tuiuti e vice-presidente da LIESA (Liga das Escolas de Samba). A LIESA é tão ligada à Rede Globo que até o site da liga está no guarda-chuva das organizações Globo (http://liesa.globo.com/), como se fosse o carnaval fosse apenas mais um dos produtos de entretenimento do grupo (em partes, é verdade).  Fizeram ali um acordão para manter a "Unidos da Lacrolândia" em boa posição, assim como fizeram para que ela continuasse na primeira divisão após o acidente em que um dos carros esmagou pessoas na Sapucaí, tirando a vida de uma delas dias depois.

O que vimos por estes dias foi apenas a materialização festiva do que é a extrema-esquerda: debocham do povo, endeusam o fascismo, falsificam a história e carregam consigo uma agenda oculta, que se revelada ao público certamente assustaria até o mais ingênuo. Como disse o excelente Rica Perrone, é direito da Tuiuti servir de palanque para a extrema-esquerda, assim como é nosso direito repudiar quem chama a maioria dos brasileiros de fantoches. Ainda citando o Rica, por esses dias a escola será celebrada como a preferida dos esquerdistas. Mas isso vai durar tanto quanto o apoio que a escória deu ao ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, ou ao apoio que Caetano Veloso deu a Operação Lava Jato quando esta se aproximou de Eduardo Cunha e Michel Temer. A Tuiuti em breve voltará a sarjeta da qual jamais deveria ter saído, assim como seu carnavalesco lacrador e seu presidente nebuloso voltarão para o submundo de onde tiram seus sustentos.

Aliás, leiam os artigos de Carlos Andreazza e Rica Perrone sobre estes fatos. São simplesmente esclarecedores.

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