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Xingamentos, calúnias e protesto com petistas passando vergonha na frente de loja. Por que o Brasil 200 irrita tanto a extrema-esquerda?

Flávio Rocha (da Riachuelo), com o catarinense Luciano Hang (da Havan).

No último dia 22, o cenário político brasileiro ganhou um novo ator: o Movimento Brasil 200. Trata-se de um manifesto lançado pelo empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, que defende uma agenda liberal para a economia e conservadora nos costumes. O nome do manifesto é referência ao bicentenário da independência, que será comemorado em 2022 - exatamente o ano em que se encerra o mandato do presidente que for eleito agora em 2018. 

O movimento é uma manifestação que além de bem-vinda em um país onde empresários preferem trocar afagos com o Estado do que mudar o cenário das coisas em prol de um ambiente melhor para a competitividade e livre iniciativa, reforça o amadurecimento de setores da sociedade brasileira em se despojar da ordem patrimonialista e estatizante que marca nossa existência como país. Trata-se antes de tudo de uma manifestação legítima e democrática, exatamente como é garantido pela Constituição. Mas eis que surge a vigorosa oposição de setores que não querem saber de empresários se metendo no debate público em prol de uma agenda liberal-conservadora. 

E quem são estes opositores? O que comem, onde vivem, em que acreditam? 

Até agora as reações contra o movimento foram completamente desproporcionais e afoitas. Primeiro foi a deputada comunista Manuela D'Ávila, que atacou o idealizador do grupo dizendo que ele deseja um país com menos democracia e direitos. Manuela é do PCdoB, partido que além de apoiar os treze anos do petismo, é apoiador dos regimes de Cuba, Venezuela e Coréia do Norte. A moça recebeu uma resposta bem desagradável de Rocha: "A diferença, deputada, é que o meu guru é Steve Jobs, grande gerador de empregos e um dos maiores gênios empresariais do século 20. O seu guru provavelmente é Fidel Castro, aquele ditador sanguinário que transformou um dos países mais ricos do Caribe, que era Cuba, em um país miserável". Depois o empresário ainda tripudiou sobre a comunista ao mencionar a notícia de que apenas Cuba, Venezuela e Coréia do Norte não registrariam crescimento econômico em 2018. "Manuela ficará surpresa com essa notícia", escreveu. 






Depois veio Guilherme Boulos. O líder da facção criminosa denominada MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), o extremista gravou vídeo em que acusava Flávio Rocha de utilizar trabalho escravo. Rocha então anunciou que o bandoleiro deveria provar o que disse na Justiça, que iria ingressar com ação para que Boulos provasse nos tribunais as afirmações do vídeo. Acuado, o valente Boulos apagou a publicação de suas redes sociais, deixando para trás o rastro da covardia militante. 

Rocha ainda sofreu um terceiro ataque, vindo desta vez do ex-prefeito Fernando Haddad. Demitido do comando de São Paulo após uma vexatória derrota no primeiro turno para João Doria, o petista tentou lançar a narrativa de que o empresário que falava de estado mínimo era o mesmo que havia recebido empréstimo de R$ 1,4 bilhão do BNDES (verdade seja dita, Haddad foi bem sucedido nessa ao conseguir emplacar sua tese entre as franjas menos estruturadas da Direita, majoritariamente os mesmos que apoiaram a tentativa de golpe de Rodrigo Janot). Rocha também respondeu Haddad, afirmando que os empréstimos foram feitos e pagos, e que com isso a empresa conseguiu gerar milhares de empregos e movimentar a economia do estado do Rio Grande do Norte. Além disso, Rocha salientou que seu grupo obteve os empréstimos junto do corpo técnico do BNDES, e não em jantares partidários como fizeram os empresários do chamado grupo de "Campeões nacionais", e que a destinação também traria lucro ao país, diferente dos empréstimos feitos aos governos ditatoriais de Angola, Cuba, Venezuela e Moçambique. Haddad refugou e não respondeu. 




Se Rocha foi alvo de ataques de baixo nível por parte do pelotão político da extrema-esquerda, dois outros integrantes do grupo foram alvo de seus peões. A empresária e influenciadora digital Lala Rudge foi alvo de xingamentos em suas redes sociais por parte de militantes de extrema-esquerda ao publicar uma foto onde aparecia como apoiadora do manifesto. 



Outro que teve que lidar com a tropa do esgoto foi o catarinense Luciano Hang, proprietário da Havan. Um punhado de desocupados pertencentes a velha guarda do baixo clero petista foram até uma das unidades de sua loja para protestarem contra as declarações do empresário, que além de assinar o manifesto ainda publicou um vídeo em suas redes sociais anunciando que iria celebrar a condenação de Lula com uma queima de fogos e que "a condenação de Lula era a libertação do Brasil". Claro, o protesto contra Hang foi até cômico. Não reuniram sequer dez cabeças de gado, e quando disseram que iriam rasgar os cartões da loja como ato de boicote, se percebeu que nenhum dos fantoches era cliente da loja. 




A irritação com o Brasil 200 se dá pelo fato de que todos os processos de tomada de poder pela extrema-esquerda foram apoiados pela elite econômica, assim como todas as vanguardas artísticas e de pensamento que se propõe a "quebrar os tabus da sociedade". Se hoje um dos herdeiros do Itaú rompesse com os idéias das famílias que ajudam a sustentar coisas como o peladão do MAM, certamente a extrema-esquerda daria chiliques semelhantes. Os prelados da seita vermelha enxergam seus mecenas não como benfeitores, mas como almas em seu curral. A relação sempre será ótima até o momento em que forem contrariados. Isso é bem diferente da realidade capitalista, onde um empresário pode virar a esquerda por mais incoerente e suicida que isto possa parecer. Pesa ainda o fato de que isso rompe a espiral do silêncio em um país onde o lucro é visto como pecado e a livre iniciativa é encarada como ambição, onde o empresário é visto como monstro e o socialista sedento por sangue se vende como abnegado defensor da liberdade. O movimento Brasil 200 rompe com a ordem das coisas ao propor a liberdade e democracia em um ambiente de conservação dos valores fundamentais que norteiam a cultura ocidental. Falar destes assuntos em um momento em que a extrema-esquerda radicaliza para voltar ao poder e salvar seu mestre é tão radical que a matilha nem elaborou uma estratégia mais fundamentada para atacar o manifesto, partindo para a reação afoita de quem prefere matar o filhote no ninho. Isso parece muito com desespero.

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