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O jornalista Kennedy Alencar disse que a sentença de Moro era uma "Bola Quadrada", e que o TRF-4 deveria absolver Lula. Não era análise, era torcida.


Dias atrás comentei aqui no blog uma suposta análise do jornalista Kennedy Alencar, irmão do empresário Beckembauer Rivelino, que por sua vez é proprietário da gráfica fantasma VTPB. 

Disse Kennedy

TRF-4 recebeu bola quadrada de MoroSentença dá margem a absolvição do ex-presidenteOs três desembargadores que julgarão o recurso de Lula terão desafio inédito na Lava Jato, porque analisarão sentença extremamente contestada por boa parte dos juristas e advogados _situação diferente de outras condenações de Moro que chegaram a Porto Alegre.Há margem jurídica para absolvição, o que não é o comum nas sentenças que saem de Curitiba. As sentenças de Moro normalmente chegam redondas a Porto Alegre e são confirmadas na sua grande maioria pelos três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre. Agora, os três desembargadores receberam uma bola quadrada.Advogados criminalistas apontam fragilidades na sentença de Moro, como inversão do ônus da prova, condenação por fato que não consta da denúncia e incapacidade de provar a ligação entre a reforma no apartamento com três contratos da OAS com a Petrobras.A decisão do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, se confirmada ou não, terá forte influência no rumo político do Brasil. Isso aumenta muito a responsabilidade dos desembargadores. Como há fragilidade jurídica na sentença, o correto seria a absolvição.

Hoje ele estava bem chateado com a condenação. Em seu blog, Kennedy postou um texto que deve ter sido acompanhado de copiosas lágrimas no teclado. Alegou que o julgamento de Lula foi político e que a história julgará o petista e a decisão do TRF-4 com mais serenidade.  Paciência. É o que acontece com quem faz torcida no lugar de análises. 

Ao acompanhar Gebran na dosimetria, Paulsen e Laus evitaram divergência até no detalhes, o que reduz ainda mais a possibilidade de recursos da defesa. Os desembargadores, inclusive, aumentaram a pena de Lula de 9 anos e seis meses para 12 anos e um mês.
O revisor Paulsen, que também é presidente da 8ª Turma, afirmou que, com o fim dos julgamentos de recursos no âmbito do TRF-4, deveria ser feita comunicação a Moro para o início do cumprimento da sentença. Leia-se: prisão.
Por último, um aspecto importante do julgamento de hoje, que um dia será analisado pela História com mais serenidade: os três desembargadores fizeram discursos políticos, discorrendo sobre aspectos do presidencialismo de coalizão, escolha de ministros de Estado e negociações partidárias para cargos federais. Todos os três deram lições de moral e ética a Lula.
Esses discursos, que nada tinham a ver com o processo em questão, são mais uma evidência de que uma parcela do Judiciário resolveu mesmo ressuscitar o Poder Moderador no Brasil.
Paciência. É o que acontece com quem faz torcida no lugar de análises.


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