Ads Top


Não é espantoso que supostos defensores dos Direitos Humanos preguem condenações sumárias contra acusados de assédio?


Hoje se viu uma ruidosa discussão na Rádio Jovem Pan, especificamente no programa Jovem Pan Morning Show. A acalorada discussão se deu por conta da onda de acusações de assédio e histeria feminista propagada na mídia. De um lado do ringue a apresentadora Paula Carvalho defendendo o movimento de atrizes progressistas fazendo um porém apenas ao caso do ator e comediante Aziz Ansari (tratamos do caso ontem). Do outro o jornalista Caio Rocha, que embora correto na questão se equivocou com o palavreado com expressões de senso comum e foi quase tratorado por Paulinha. Caio teria vencido a discussão se houvesse tratado o cerne da questão: é legítimo, justo e correto aceitar que reputações sejam manchadas e vidas despedaçadas sem que o acusado tenha direito a legítima defesa?

É nisto que reside o problema. De um lado do debate há uma esquerda muito segura de si e completamente articulada lançando armadilhas retóricas para fundamentar sua agenda política. Do outro uma direita despreparada que por muitos anos negligenciou a questão dos Direitos Humanos, conceitos humanistas que fundamentam o pensamento conservador e liberal (aqui falamos do que é conservadorismo e liberalismo de fato, não as caricaturas e espantalhos fabricados pela esquerda ou daquelas pobres almas que se dizem filiados a estas correntes sem ter a menor idéia do que se trata). Quem passou anos dizendo que Direitos Humanos é esterco de bandidos ou que o Estado democrático de Direito é esquema para garantir a impunidade de ricos e poderosos não consegue se livrar da teia dos radicais de esquerda.



Quando se vê veículos de imprensa como Huffington Post, New York Times, Washington Post, BuzzFeed, El País, Folha/UOL e tantos outros arrogando para si a postura de humanistas na defesa das denúncias, não se vê o exercício da verdadeira defesa dos Direitos Humanos: não se diz que mesmo o bandido tem direitos? Uma sociedade civilizada pode conviver com tribunais paralelos onde a honra é triturada sem possibilidade de defesa por parte do réu? Qual é a legitimidade de quem pede por demissão e assassinato de reputações baseado em acusações que não podem ser provadas? Pior: como fazer naqueles casos em que o relato não constitui crime, como nos casos de James Franco e Aziz Ansari?

Na discussão Paulinha Carvalho argumentou em tom quase triunfal que o cantor Seal foi acusado de assédio após chamar Oprah de oportunista. Mas a acusação contra Seal é absurda. Pior que isso: não pode ser provada e não constitui crime mesmo que verdadeira, visto que a moça não foi coagida a nada. Em termos objetivos: acusação não serve para condenar ninguém. Qualquer cidadão é um provável suspeito, acusado ou réu, daí a nobre função dos Direitos Humanos e do Estado democrático de Direito: estes conceitos e dispositivos não servem para livrar culpados, mas para evitar a barbárie e proteger os inocentes. O contrário do Estado democrático de Direito é o uso arbitrário da Lei, que compreende condenações e constrangimentos do indivíduo acusado com base em provas fracas ou forjadas e até o uso da lei como perseguição política.

É bom deixar claro aos que se dizem "humanistas", que estão preocupados com "a dignidade de mulheres": é justo romper com os limites legais dos Direitos Humanos apenas para ser politicamente correto? É óbvio que eles dirão que sim. Em nenhum momento fingem fazer o contrário, visto que desprezam a humanidade, as liberdades individuais e a democracia. Querem um Estado baseado na escravidão: os seguidores da seita serão os senhores e os demais mortais seus escravos. Mas é bom pontuar que essa gente que faz discursos inflamados pregando a instituição do Tribunal Stalinista do Santo Ofício Feminista não estão interessados em respeito ou direitos de mulheres, minorias raciais, religiosas ou de qualquer outra natureza. Quem anseia por justiça e reparação para vítimas não deseja deixar um rastro de sangue e medo no caminho. O que estes militantes querem é instituir uma ditadura, e suas falas e campanhas indignadas não passam de uma sutil tentativa de golpe baseada na chantagem moral e na ostentação das virtudes que eles desprezam. 


Curta O Reacionário no Facebook:

[left-sidebar]

Tecnologia do Blogger.