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Juiz Bretas acha que sua casta possuí o direito divino de arrancar grandes nacos da carne do contribuinte


Cai mais um dos novos Paladinos da Justiça: após divulgação de matéria da Folha de São Paulo dando conta de que o juiz Marcelo Bretas reivindicou na justiça o direito de receber auxílio-moradia mesmo sendo casado com uma juíza que também recebe o benefício, o magistrado foi até o Twitter para tripudiar de quem não vê com bons olhos a institucionalização do parasitismo. Disse o juiz:



Só para constar: há uma resolução do Conselho Nacional de Justiça que proíbe o recebimento de auxílio-moradia duplo, ou seja, quando ambos os cônjuges são juízes. Bretas não se conformou com isso, e foi a justiça reclamar da proibição. Aparentemente o juiz acha que está acima da lei e da ética que prega. 

Juiz responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas foi um dos que se destacaram nos últimos dois anos na esteira do combate a corrupção. Entre um discurso político e outro, Bretas percorreu o mesmo caminho dos procuradores celebridades que compõe a força-tarefa em Curitiba: declarações nas redes sociais, discurso político, grande exposição midiática e aproximação tóxica com nomes da classe artística que dizem lutar contra a corrupção enquanto gritam que as acusações contra Lula não passam de perseguição política. “Ora direis”, não é correto um juiz se valer do apoio da classe artística e da exposição midiática ou qualquer outro meio possível para garantir o apoio da opinião pública ao seu trabalho? Não. O juiz Sérgio Moro dispensa convescotes com os lulistas Caetano Veloso, Paula Bulamarqui, Vagner Moura e outras excrescência que servem apenas como lacaios do partido do plano criminoso de poder. Por ética, ninguém que diz lutar contra a corrupção deveria sequer dividir o mesmo ar que esta gente. Quem diz que é democrata menos ainda. Quando se trata de um juiz, a bizarra ideia de autopromoção é surreal. Juízes deveriam ser sóbrios, austeros e discretos, se manifestando apenas pelos autos do processo. Não em redes sociais. 

O juiz Bretas perdeu a noção do ridículo. Ou talvez nunca tenha conhecido os limites do bom senso. Além da pornográfica avidez por recursos públicos, o magistrado ainda se comporta com cinismo alegando que “irá a justiça por seus direitos”. Direitos? Tudo o que se vê é a mesma marca de esquizofrenia já observada na delirante Isa Penna, a suplente de vereadora do PSOL de São Paulo que em trinta dias de suplência gastou mais do que o vereador Fernando Holiday em todo o mandato. Questionada por seguidores nas redes sociais, a stalinista relinchou: “Dinheiro é para ser gasto com o contribuinte babaca”. Para outro que denunciou sua gula por dinheiro do contribuinte ela foi além: “Eu quero tudo, até sua alma”. 

Alguns certamente irão vociferar contra estas linhas, argumentando que o bem feito pelo juiz da Lava Jato do Rio é muito maior do que suas idiossincrasias. Isso não invalida a perfídia do magistrado. Notem que no Twitter ele surge com o argumento porco de que “Talvez devesse ficar chorando num canto, ou pegar escondido ou à força”. Ora, choramingar a falta de auxílio-moradia em dobro quando se recebe supersalários é algo típico dos medíocres burocratas que ainda não superam o fim das elites coloniais. É desejar para si tudo e para o povo nada. É achar que a Nova República é uma continuidade do “Antigo Regime”. É ser defensor do sistema de castas tupiniquim, que no lugar dos brâmanes possuí a casta jurídica no topo da pirâmide. Argumentar que “poderia pegar escondido ou à força” então é algo inadmissível. Se o juiz Bretas pegasse algum valor “escondido ou à força”, isso seria corrupção ativa, desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito ou chantagem. Assim como é chantagem usar este tipo de argumento marginal. 

O que o juiz Bretas faz é chantagear o povo  com sua suposta defesa da ética, da moral e dos bons costumes. Isso não o isenta de suas responsabilidades e de sua falta de hombridade ao reivindicar para si e sua esposa um auxílio-moradia duplo no país que ainda possuí 14 milhões de desempregados. Que não venha o juiz dar uma de Carlos Fernando ou Deltan Dallagnol afirmando que “as críticas veem dos que defendem os corruptos” ou que “eles fizeram muito no combate a corrupção”. Se o juiz manda prender bandidos do colarinho branco, não o faz por voluntarismo. Bretas não é um vigilante como Frank Castle, não é um indignado como Oliver Queen, menos ainda uma alma elevada como Bruce Wayne. Bretas é um funcionário público que só exerce tais funções por ter prestado concurso público. Não pode nem reclamar, pois é regiamente pago para desempenhar suas funções. Se um dia o guloso juiz resolver não condenar corruptos em protesto contra seus críticos, estará cometendo o crime de prevaricação. É simples assim: não temos que transformar em herói ou passar pano para quem está apenas fazendo sua obrigação.


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