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Jo e Juca, os moralistas de bordel


Circula na internet um vídeo interessantíssimo extraído da participação do escritor, humorista e ator Jo Soares no programa Bola da Vez, da ESPN. Na bancada está o jornalista Juca Kfouri (aquele). No vídeo em questão ambos lançam acusações contra o prefeito João Doria. 



A fala de Jo Soares é reveladora. A bronca do ex-apresentador é por não ter recebido passagens aéreas da Embratur. Sempre ávido por recursos públicos (como aqueles R$ 1,957 milhões via Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura) para a peça Troilo e Créssida), Jô se ofendeu com a negativa de Doria. Daí o comediante saiu com a estória do adesivo colado por Doria, coisa difícil de se provar de maneira minimamente convincente (tanto que só foi contar o fato depois que o empresário se tornou prefeito). Juca é outro que merece atenção: ele cita acusações já esclarecidas com ar de gravidade. O jornalista e sociólogo também exerce uma terceira profissão, a de ator. Fala tudo com ar de gravidade, como que enojado com os fatos que narra. 

Nem ele nem Jô estão de fato enojados com o que quer que seja. Jô fez palanque para Dilma Rousseff, emprestando sua biografia para que Dilma pudesse se defender no impeachment. Chegou a dizer que impeachment era algo impensável, próximo de um golpe. Sempre com o devido verniz de isentão, é claro. Aliás, foi nesta entrevista que ele afirmou "ser petista de raiz". O sujeito é tão dissimulado que ressaltava que as defesas que fazia de Dilma se davam por duas razões: por ela ser honesta e por ser mulher. Honesta todos sabemos que aquela criminosa não é. A outra mentira também não se sustenta, já que Jô não teve o mesmo gesto de cavalheiro quando o ator Zé de Abreu agrediu e cuspiu em uma mulher em um restaurante de São Paulo. O patético Jô preferiu o lado do carrasco, chorando na tv para defender um porco que escarrou em uma mulher

Juca é aquele mesmo que sempre defendeu genocidas e golpistas com a mesma naturalidade com que diz que foi a feira. É o sujeito que recentemente armou um circo com José Trajano para fazer uma das entrevistas mais porcas da história com o ex-presidente e criminoso em potencial Luis Inácio Lula da Silva. Juca também costuma participar de pantomimas com jornalistas, artistas e militantes como o criminoso Guilherme Boulos e João Stédile. É defensor do banditismo político, dos golpes de estado e dos regimes de exceção para quem não faz parte de sua seita política. 

Posto isso, fica a pergunta: que indignação é esta que estes dois senhores fingem sentir? Como se algum dos dois ao menos conhecesse o real significado do substantivo masculino escrúpulo. Se apresentados ao termo irão perguntar se é alguma massa italiana. Não passam de puritanos de bordel, assumindo a postura moralista com os que estão fora de suas orgias. 



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