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A suspensão da posse de Cristiane Brasil só rende dividendos aos oportunistas, aos extremistas de esquerda e a casta jurídica


A deputada federal Cristiane Brasil foi mais uma vez impedida de assumir o Ministério do Trabalho, desta vez pelo Tribunal Federal da Segunda Região, no Rio de Janeiro. O desembargador André Fontes se declarou suspeito para decidir sobre o pedido, que foi decidido pelo desembargador Guilherme Couto de Castro (vice-presidente do Tribunal). Por toda parte aquela gente histérica e alguns calculistas gritam: "Isso mesmo! Quem tem condenação trabalhista não pode ser ministro do Trabalho". Supostamente querem evitar o "constrangimento", omitindo o fato de que não há qualquer previsão legal neste sentido. Assim como não existe previsão legal para muitas das medidas tomadas pelo ativismo judicial e defendidas com ardor por uma turba justiceira que serve de cavalo de santo para os que defendem agendas nebulosas. 

Notem: quem defende o golpe contra as competências presidenciais no caso de Cristiane Araújo recorre ao episódio em que o ministro Gilmar Mendes impediu a posse de Lula na Casa Civil. Mas naquela ocasião havia o claro desvio de finalidade, visto que houve a ação premeditada de Dilma Rousseff e Lula de transformarem um ministério em carro de fuga para o chefe da organização criminosa. O episódio de Cristiane Brasil em nada se relaciona com uma tentativa de obstruir a justiça, sendo apenas uma escolha política. Aliás, o fato de ser uma escolha política também tem sido utilizado como impeditivo para a posse. Mas vejam só: qual escolha de cargo público não é política? Mesmo quando se fala em nomeação técnica, o que pesará para a nomeação sempre será a filiação partidária. Nunca se vê, por exemplo, um governo petista fazendo nomeação técnica com um especialista que seja conservador, assim como seria exótico que um governo tucano nomeasse um "técnico" que fosse militante do PSOL. 

O que está por trás destes argumentos é o velho ativismo judicial de sempre, o voluntarismo supostamente bem-intencionado que serve apenas aos desígnios da casta jurídica, dos especuladores, dos oportunistas e dos extremistas de esquerda. Mesmo os histéricos que se indignam contra Cristiane Brasil não irão tirar qualquer proveito da situação, ficando apenas com as migalhas atribuídas aos que gostam de ostentar virtudes para alimentar o próprio ego.

Sim, isso deve ser colocado em questão: o que ganham os que mobilizam corações e mentes contra Cristiane Brasil e em favor dessas gambiarras jurídicas? A extrema-esquerda ganha desgastando o governo Temer e os não-petistas, além de deslegitimar a Reforma Trabalhista recém-aprovada. Os ativistas do judiciário que emporcalham a Justiça colocando sua mesquinhez pessoal acima da lei lucram com poder político, tornando-se semideuses. Como se o judiciário já não possuísse poderes imperiais, seus dirigentes passam a contar com a moral pública em favor de suas agendas - que em muitos pontos convergem com a extrema-esquerda. Os militantes homiziados no terceiro poder também lucram: podem agir travestidos de moralistas. Vejam os exemplos de Luiz Roberto Barroso, Edson Fachin e Rodrigo Janot. Todos militantes de extrema-esquerda cujas biografias foram lavadas por práticas justiceiras. Sem falar nos oportunistas, que lucram de formas menores e mais baixas. Alguns vendem candidaturas como a de Luciano Huck enquanto gritam que Lula será preso amanhã e que a Lava Jato vai acabar ou já acabou (isso acontece quase todo dia). Claro, também lucram no mercado... Só quem não ganha nada são os histéricos manietados por esta gente.

Imaginem só: um executivo fraco tendo que pedir permissão para o Judiciário para fazer o que quer que seja. Isso seria uma ditadura do judiciário. E de um judiciário majoritariamente formado por quadros da extrema-esquerda, incluindo aqueles que foram nomeados por Lula e Dilma Rousseff durante o Reich petista. É o caminho mais fácil para nos tornamos uma república bolivariana. Vale lembrar que estes mesmos disseram que Raquel Dodge seria uma "longa manus" de Temer no MP, que sua nomeação iria "enterrar a Lava Jato". No final das contas a PGR Dodge possui o mesmo espírito médio do restante do MP, com certos vícios ideológicos próprios de uma classe inclinada ao dirigismo estatal. Em nada se relaciona com uma postura chapa branca em relação ao governo. Quem acusou o fim da Lava Jato mentiu. O que eles queriam era obrigar Temer a nomear o ministro comunista Nicolao Dino, irmão do governador Flávio Dino, do PCdoB maranhense. A marcha da insensatez que deseja rasgar nossa pobre Constituição em nome do jacobinismo tupiniquim parece mesmo querer acabar com a democracia brasileira. Os que hoje apóiam golpes do judiciário em nome da ética aparente parecem nos querer de joelhos apenas para posarem de santos entre os homens.

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