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A patética atuação de Aloysio Nunes em episódio da prisão de brasileiro pela ditadura venezuelana representa vergonha histórica para o Brasil


Poucas vezes o Brasil foi tão mal representado quanto no episódio da prisão do brasileiro Jonathan Diniz pela ditadura bolivariana. E poucas vezes o Ministério das Relações Exteriores foi tão vergonhoso quanto nos acontecimentos que se sucederam ao fato em si. 

Membro da ONG americana "Time to Change the Earth", o catarinense Jonathan foi preso há cerca de dez dias, acusado pelo regime bolivariano de ter relações com os Estados Unidos e de conspirar contra o governo ao distribuir comida aos flagelados pelo "Socialismo do Século XXI". Pelo que se soube depois, o brasileiro foi levado para a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência , conhecido como "Tumba". Instigado pela opinião pública, o MRE entrou em ação pedindo informações para o governo de Caracas. A ditadura não respondeu, e o encarregado de negócios do regime narcotraficante respondeu de maneira cínica e solene que não estava autorizado a fornecer detalhes. 

Apenas há três dias o brasileiro foi localizado na "Tumba", sendo liberado pouco tempo depois. Para quem não sabe, a "Tumba" é um dos sítios utilizados pelo regime para torturar presos políticos. E o que houve no caso do brasileiro não foi libertação, mas sim expulsão. Ao contrário do que foi dito pelo ministro Aloysio, que disse que a "expulsão põe fim ao episódio". 



Não ministro, a expulsão põe fim apenas a dignidade do titular do Itamaraty. 

Notem que o ministério não só demorou, como tergiversou em falar de maneira dura com Maduro. Não obstante a frouxidão de Aloysio, ainda se permitiu que Maduro espetacularizasse o episódio expulsando o cidadão brasileiro - episódio interpretado pelo débil tucano como o "fim da crise". 

A única vantagem de Aloysio para ocupar o cargo era o fato peculiar de ser um homem de esquerda que não simpatizava com o regime bolivariano. No entanto mostrou ter pouca fibra na condução de seus trabalhos, atuando de maneira vexatória. Politicamente seria hora do tucano brilhar, falando grosso com Maduro e exigindo respeito aos direitos de Jonathan Diniz. Como bem observou o jornalista José Antônio Severo em Os Divergentes, o tucano poderia até lucrar com o episódio - já que seu mandato de senador acaba este ano. Mas não. Preferiu o caminho da indignidade. 

Dizer que a humilhação de um cidadão brasileiro por carniceiros socialistas é o fim de uma crise é uma vergonha até para quem já foi motorista de fuga do terrorista Carlos Mariguella. Seria o caso do Brasil romper em definitivo as relações com a Venezuela, para futuramente confiscar bens de cidadãos daquele país ligados ao governo, além do apoio dado na ONU aos dissidentes do regime. Era o momento do Brasil ir com tudo para cima de um governo que trata seus cidadãos como animais. Altivez e espinha ereta, o que não parece combinar com determinados emplumados.

Ficamos aqui imaginando o que aconteceu ao ministro. Por que não é sequer imaginável que um sujeito que exercia a função de motorista de uma das figuras mais importantes da extrema-esquerda fosse um covarde. Os comunistas e suas hostes sabem bem explorar as virtudes dos membros de sua seita. Imagine se Aloysio fosse preso ou se fosse obrigado a trocar tiros enquanto exercia a indigna tarefa de proteger um terrorista. a lógica diz que embora seja função própria dos que não tem nenhum caráter, ao menos se espera coragem. Se o Aloysio da época era o mesmo de hoje, então se explica em muito a derrota parcial do movimento revolucionário. 

O caso é que Aloysio nos humilhou. Feriu de morte nossa dignidade, enlameou os brios de quem conseguiu recentemente derrubar um governo que simpatizava com os letais devaneios de Maduro e sua quadrilha. Aloysio provou que não é homem para o cargo. Que talvez não seja homem para qualquer cargo na vida pública, menos ainda para ocupar a cadeia que já foi do Barão do Rio Branco. Se ainda restar algum traço de dignidade neste miserável, ele próprio pedirá a exoneração do cargo.  

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