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A desembargadora filha do ministro jacobino Fux recebe auxílio-moradia mesmo sendo proprietária de dois apartamentos no RJ


Saiu no BuzzFeed:

Desembargadora no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Marianna Fux recebe mensalmente auxílio-moradia de R$ 4.300, ao mesmo tempo que tem dois apartamentos no Leblon (Rio) que, por baixo, valem R$ 2 milhões.
Aos 37 anos, Marianna é conhecida pelo sobrenome famoso e pela rápida ascensão no judiciário. De discreta advogada, ela deu um salto na carreira ao tomar posse aos 35 anos como desembargadora do tribunal do Rio, na vaga reservada à advocacia.
Procurada pelo BuzzFeed News, ela afirma que recebe o valor de acordo com a lei e as regras do Conselho Nacional de Justiça.

A moça é filha do jacobino Luiz Fux, o ministro que compõe a bancada dos justiceiros de toga do Supremo Tribunal Federal. Junto com o pestilento Luiz Roberto Barroso, Fux costuma pregar justiçamento e até que se rasgue a Constituição em nome do que ele diz ser Justiça. Joga para a platéia para "lacrar", dando para a massa exatamente o que ela quer ouvir. Mas quando ninguém está olhando, o ínclito senhor arranca nacos da carne do brasileiro para beneficiar a casta jurídica.



Aos fatos: particularmente tenho muitas reservas quanto ao BuzzFeed, mas os fatos reportados são verdadeiros. E imorais, sobretudo vindo da família Fux. Alguns dirão: "mas não foi o ministro, e sim sua filha". Sim. Mas ela não estaria no cargo se o próprio Fux não houvesse influenciado Dilma e feito lobby junto como governador Pezão para colocar a filha no cargo. O próprio Fux fez o possível para que o benefício fosse garantido para a casta jurídica argumentando que os benefícios "faziam jus ao benefício".

O caso de Fux deixa claro ao brasileiro que ele deve se apartar do vício pelo messianismo. Dias desses foi o deputado federal Jair Bolsonaro que se enrolou em situação semelhante, além da acusação de ter uma funcionária fantasma que seria mulher de seu caseiro. Tanto em um caso como outro o parlamentar afirmou que fazia tudo dentro da lei, que o restante seria "fake news". Seus defensores mais exaltados resolveram criminalizar quem apontava a contradição, como se o próprio parlamentar e seus apoiadores não apregoassem que a honestidade e moralismo eram as bases fundamentais para o exercício da vida pública.

Estes militantes são um pouco diferentes dos militantes que apóiam o STF, já que estes são utilitaristas integrantes da seita janotista. Enquanto Fux e Barroso são úteis em seu discurso puritano e jacobino, as massas gritam e viralizam suas frases de efeito. Quando são noticiados fatos incômodos como este da filha desembargadora, aí seus apoiadores de ocasião se calam. Se calam pois é mesmo vergonhoso ser um moralista de goela. É feio basear a ação política na mera ostentação de virtudes, ainda mais com ídolos dos pés de barro.



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