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PT e Gleisi guincham contra escrachos depois de colherem dividendos com ataques iguais contra adversários políticos


Desde que foi hostilizada em um avião, a senadora Gleisi Hoffmann anda disparando petardos por ter sido alvo de escracho. Disse que é inadmissível e que irá processar sua agressora. O Partido dos Trabalhadores e seus apoiadores da extrema-esquerda também se indignam contra a prática, já que desta vez o alvo foi um dos seus mais influentes nomes. 

Não faz muito tempo que uma militante petista atacou Romero Jucá em um avião, importunando o senador com um celular e o acusando de fazer um "grande acordo nacional para estancar a sangria". Para quem não lembra desta gravação envolvendo também o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, foi dito por Jucá que a classe política deveria se unir. Vejam só: ele falou em salvar o Lula e afastar Dilma para poupar todos os envolvidos em escândalos. Como se apartou do PT depois, logo se tornou persona non grata e sua fala passou a ser utilizada como espantalho mutilado - já que o trecho mencionando Lula não é citado. 

Voltando ao escracho em si, a civilidade nos diria que não é bom celebrar este tipo de ato. Mas também que um indivíduo pode se indignar ao ver um facínora a paisana. Dia desses encontrei com o mensaleiro aliado de Tiririca José Genoíno no Centro Cultural do Banco do Brasil. O sujeito que fez aquela pantomina ridícula com um lençol nas costas estava tranquilo e sereno apreciando arte. Um ou outro murmuravam contra ele, mas era ele quem encarava os demais visitantes como se eles estivessem errados de se incomodar com tão pestilenta presença. Poderia eventualmente ter escrachado o sujeito, mas a civilidade e finalidade profissional que me levaram ao local não me permitiram.

O fato é que no final das contas pesará os limites de cada cidadão. Gleisi teve sorte de ser confrontada por uma senhora indignada. Pior foi Jucá, desafiado por uma partidária do crime que se aproveitou da cena para vender desinformação. Jucá não encontrou nenhuma solidariedade quando atacado. Ao contrário: alguns direitistas mais bovinos correram ao encontro dos isentões para compartilhar os gritos da petista contra Gilmar, fomentando de modo involuntário a agenda da asquerosa mulher. Para estes o que mais importa é parecer limpinho, não ser coerente e justo. Com Gleisi foi o contrário: muitos dos que riram do escracho contra Jucá condenaram o ato contra Gleisi se valendo dos mais verdadeiros e também dos mais convenientes argumentos. É como se Jucá fosse menos cidadão que Gleisi. 



O PT e Gleisi agem de acordo com sua natureza suína, guinchando de maneira violenta e desesperada contra os ataques da qual são alvos. Pior são as ovelhas que abraçam qualquer pauta de ocasião sem dimensionar as implicações nelas contidas. É isso que dá tanto poder e coragem para os extremistas de esquerda, a certeza de que quando derem seus golpes na praça sempre trarão consigo um punhado de direitistas histéricos. Em outros cenários seria possível dizer que tanto um quanto outro são lamentáveis, que não é razoável reduzir o debate público a isso. Mas como estamos falando de um país com instituições moribundas e que só triunfam os que desprezam qualquer senso de civilidade (o que explica a força do petismo), o apego as boas normas pode ser a diferença que nos levará para o abismo. Sendo assim, que hostilizem petistas o tanto que for possível, que será considerado legítima defesa contra os partidários do plano criminoso de poder.


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