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Como a Consulesa da Lacrolândia comprou uma briga feia com o movimento negro ao tentar fazer uma crítica social rasa


Quase todos conhecem a história de Alexandra Loras. Esposa do cônsul da França em São Paulo, Damien Loras, a esposa do diplomata chamou a atenção de certos formadores de opinião por quesitos como beleza, sofisticação e erudição. E talvez por ser uma européia negra, algo que ainda é visto como exótico entre os caipiras tupiniquins (imagina o dia em que descobrirem que existem negros na Câmara dos Lordes...). Alexandra também encantava (e encanta) nossos formadores de opinião por seu propalado "amor pelo Brasil". Isso é outra coisa que agrada muito aos provincianos, que passam a se sentir atraídos por qualquer figura que declarem amor ao samba, a música ou aos costumes desta terra. É uma massagem nos egos fracos que permite que gente como a argentina Paola Carosella minta sobre reformas de lei com ares de autoridade. 

Voltando a Alexandra, o fato é que a consulesa por matrimônio decidiu que era uma boa idéia opinar sobre assuntos muito particulares da sociedade brasileira, assuntos cuja complexidade demanda anos de experiência e vivência. A moça passou a falar de racismo, inclusive emitindo julgamentos estranhos como o de que o Brasil é o país mais racista do mundo. É sério, uma francesa dizendo isso é como um alemão do Reich criticando o suposto anti-semitismo da elite paulistana da década de 30. Seria inaceitável um estrangeiro acusar os Estados Unidos de racismo ou preconceito, mas como Alexandra "é uma francesa que milita pelo empoderamento do negro e da mulher", então ela pode até mesmo acusar um país inteiro de ser racista.

Depois que seu marido deixou o serviço diplomático francês, o casal resolveu permanecer no Brasil (ganhando ainda mais pontos entre os caipiras que se vêem como sofisticados). Isso provocou na bela moça frêmitos de ordem nervosa que a compeliram a abraçar o mundo com as pernas: não bastava mais "lacrar" em entrevistas ou seminários para gente rica com sentimento de culpa enquanto produzia carniça fresca para a turma da extrema-esquerda (incluindo Catraca Livre e Quebrando o Tabu). A moça resolveu organizar uma exposição questionando a representatividade do negro na sociedade com uma exposição "Pourquoi pas?" (Por que não?, em francês). Para provar seu ponto, Loras resolveu retratar personalidades brancas como se fossem negras. 

A esquerda a obra do designer Henrique Seteyer, a direita a obra da ex-consulesa. O melhor era não falarem em público que são autores destas retratações deploráveis.

O caso é que Loras mexeu em um vespeiro caro ao movimento negro: o colorismo e a representação cômica do indivíduo de pele escura. Claro, não foi a intenção ridicularizar o negro. Mas para estes radicais isso não tem a menor importância: Alexandra Loras pecou e merece ser julgada diante do Tribunal Racial do Santo Ofício. A sentença de insensível e alpinista já foi emitida, só falta a execução sumária da pena. Outro problema grande foi a acusação de plágio feita pelo designer Henrique Steyer. O caso é que a idéia de Alexandra não tinha nada de original, já foi feita muitas vezes por outros tantos artistas e ativistas. Só mesmo a moça rica cercada por aduladores é que achou que estava "quebrando tabus" com sua mostra de gosto duvidoso para gente de caráter duvidoso. [Entenda melhor a treta aqui].

Alexandra resolveu condensar um tema complexo de maneira a ocupar seu tempo, tratando problemas reais de forma leviana para agradar a agenda da beautiful people. Recém-saída da condição de consulesa consorte, quis assumir para si o papel de "Consulesa da Lacrolândia" com suas "críticas sociais foda", como os jovens chamam aquelas patetices piegas e clichês de gente que se vê como intelectual. Se Alexandra entendesse a questão racial brasileira, jamais abordaria o assunto de forma tão rasa e imprudente. Se não fosse midiática, jamais acusaria uma sociedade inteira de ser racista, livrando assim a cara dos poucos asquerosos que de fato são racistas. Agora a consulesa está sendo fustigada por muitos dos que a aplaudiram quando a moça carente por atenção resolveu se meter em assuntos da qual tinha um conhecimento superficial típico dos estrangeiros que não conhecem a nossa formação histórica. A moça fez a cama, agora deve se deitar nela.

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