Ads Top


Após derrotar o retrocesso no Senado, novas propostas burocráticas trazem mais incertezas ao Uber


Mesmo após derrotar a PEC do Retrocesso no Senado, as plataformas de transporte privado voltam a enfrentar um novo empecilho, empecilho este que coloca em risco a própria existência desses serviços tal qual conhecemos. Uma nova portaria estabelece uma série de trâmites e procedimentos burocráticos que na prática transformam o Uber em uma mera empresa de táxi. 

O Uber não é propriamente uma empresa que recruta funcionários, mas sim uma plataforma utilizada por autônomos que desejam prestar o serviço de transporte particular. No entanto, com frequência a empresa tem suas funções distorcidas a ponto de ser encarada como uma empresa de transportes ou mesmo como táxi, o que não é o caso.

No entanto o pior aspecto da proposta é a burocracia imposta aos trabalhadores que desejam utilizar a plataforma, uma vez que a portaria transforma a adesão em uma verdadeira via sacra por repartições públicas sem que isso represente qualquer ganho ao usuário. O processo que hoje é gerido pela Uber de forma quase irrepreensível passa a ser orquestrado pelo poder público, gerando entraves e propiciando o fim da agilidade e operação do serviço. Os gráficos abaixo mostram como o serviço é e como ficará após a vigência da nova portaria. (Clique para ampliar).




Fica claro que esta portaria cria uma espécie de rito soviético para o serviço, dificultando a adesão e acrescentando ônus tanto ao consumidor final quanto ao próprio contribuinte que deverá financiar a estrutura burocrática que fará as vezes de "corporação de ofício" do transporte particular privado. O que mais causa estranheza é ver que esta portaria entra em pauta imediatamente após a derrota da PEC do retrocesso, levada a cabo no Congresso Nacional por sindicalistas e extremistas de esquerda que desejavam colocar cabresto em uma categoria de trabalhadores autônomos.

Também causa estranheza o desejo de burocratizar um serviço que conseguiu ser aprovado de maneira quase unânime pela população - a exceção, é claro, são os corporativistas e sindicalistas que se beneficiam do ambiente de dificuldades gerados pelo excesso de burocracia. O que torna o Uber tão popular é o fato de que a pouca burocracia permite aos condutores ofertarem um serviço de baixo custo. A adesão simples também permite que muitos trabalhadores possam ofertar o serviço. No final das contas, pessoas que não poderiam utilizar serviços como o de táxi (houve tempo em que o serviço era tido como "coisa de rico" pelas camadas mais baixas da população), passaram a utilizar o Uber e demais aplicativos melhorando a própria qualidade de vida. Isso sem falar nos quase 500 mil trabalhadores que utilizam a plataforma para levar sustento para suas famílias. Não fosse o serviço dinâmico e prático, menos brasileiros teriam uma ocupação e mais cidadãos engrossariam as lamentáveis estatísticas produzidas por um governo que, diga-se de passagem, abominava o aplicativo. 

Bom lembrar que o Uber já exige que os motoristas associados apresentem bons antecedentes criminais, que seus veículos e sua Carteira Nacional de Habilitação estejam em conformidade com as leis de trânsito, além de um curso de treinamento e a avaliação contínua por parte dos usuários. Se isto já está sendo feito com sucesso, qual é o motivo de se estabelecerem dificuldades para estes trabalhadores?

Falta clareza aos autores da proposta sobre como deve funcionar a sociedade e de como funciona uma sociedade moderna, democrática e livre. A liberdade econômica e liberdade de trabalho são conceitos fundamentais para que uma sociedade se caracterize como democrática de facto, e a criação de empecilhos para o exercício desses direitos é marca de regimes primitivos ou de localidades atrasadas como certas republiquetas bolivarianas que nos cercam. O estabelecimento de códigos que funcionam mais como cabresto não combinam com a realidade dinâmica e moderna de São Paulo, a maior capital da América Latina, justamente a cidade que deveria servir de exemplo de pujança e sofisticação ao resto do país e do continente. São Paulo é a locomotiva do país e não pode se render à vanguarda do atraso.

Curta O Reacionário no Facebook:

[left-sidebar]


Tecnologia do Blogger.