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William Waack virou Geni



Comentei a polêmica protagonizada pelo jornalista William Waack no Facebook: 

O primeiro vídeo que vi do William Waack era inaudível. No segundo é que constatei que ele de fato proferiu uma fala cretina e racista. Infelizmente para ele e para nós, acabou a carreira de um dos poucos jornalistas da Rede Globo que possuía competência e estofo intelectual. Ele terá que lidar não só com o constrangimento de uma baixa desonrosa, mas também com a patrulha dos hipócritas e dos que só estão clamando pelo enforcamento em praça pública pelo fato dele sempre ter se colocado como antipetista.

Pois é. Não há que se dizer que o jornalista tenha sido completamente inocente. Percebe-se ali que William estava irritado quando fez as afirmações. Como dizemos, "estava pistola". Se justifica afirmando que "não vai nem dizer o que é", mas não se contém e profere as quatro palavras que iriam ferir de morte uma carreira de mais de trinta anos no jornalismo. 

William Waack foi vítima da fortuna (e também da própria língua). Proferiu palavras que indicam um pensamento asqueroso, mas o fez acreditando estar em um ambiente seguro. Não esperava jamais que alguém fosse divulgar o dito exatamente um ano depois. William foi vítima de alguém que esperou pacientemente por uma oportunidade de neutralizá-lo. 

O vídeo de William constrange não só pelo conteúdo, mas também pelo fato de que todos nós dizemos ou pensamos coisas inconfessáveis. O que ocorre é que o senso de civilidade nos serve de freio social, por isso guardamos certos pensamentos mesquinhos em nosso íntimo. Melhor assim. O mundo seria um lugar inóspito se todos falassem e agissem sem levar em consideração a sociedade em que estão inseridos. 

Nisso se inserem alguns cujos formadores de opinião incorrem em comportamentos deploráveis como se isso fosse padrão: Jean Wyllys cuspiu em Jair Bolsonaro, Zé de Abreu cuspiu em uma mulher dentro de um restaurante, Paulo Henrique Amorim agrediu o jornalista da Globo Heraldo Pereira com insultos racistas e foi condenado. Bom, ao menos PHA foi condenado. Normalmente os bárbaros do lado de lá não costumam pagar o preço de sua selvageria. pior é o guru da seita, o infame Luís Inácio. A internet registra o caso do menino do MEP, um estudante de esquerda preso na mesma cela que Lula (e que o líder da organização criminosa tentou estuprar, felizmente o moleque sabia brigar). Tem ainda o mítico Che Guevara, racista, homofóbico e até estuprador segundo alguns relatos. Os motivos são vários: em primeiro lugar porque essas questões não estão acima do partido e da agenda. Questões éticas servem apenas para embaraçar a burguesia que leva pruridos morais em consideração. Talvez seja esta a razão de William Waack ter criado constrangimento. Afinal de contas, não é de nossa índole acreditar que normas se aplicam apenas aos outros. Nós realmente defendemos estes códigos de conduta, razão pela qual William Waack agora enfrenta o ostracismo. William virou Geni.

Mas notem: quem é democrata, conservador ou liberal, defende antes de tudo que cada um pague por seus deslizes na mesma medida de suas infrações. Sou negro, achei a fala de William Waack detestável. Provavelmente não verei o homem William Waack da mesma forma que antes. Mas seria o caso de transformar o homem no maior monstro da República? 

Quem defende a legalidade e a democracia é contra justiçamentos. Contra a justiça feita com as próprias mãos ou contra gambiarras jurídicas para se condenar além do previsto em lei. Logo podemos concluir que é natural que uma entidade privada pode demitir um colaborador para não associar sua marca ao que foi dito (mesmo se esta empresa for a Rede Globo, cujas ações são muito mais nefastas que a fala imbecil de seu jornalista). Mas já há jihadistas do movimento negro sugerindo punição legal por uma frase proferida há um ano atrás. Querem que ele enfrente danos ainda maiores em virtude de algo pela qual já está pagando caro. 

Se William fosse um progressista, talvez a emissora nem comentasse o fato. Como naquele episódio de assédio protagonizado pelo casal Felipe Santana e Bruno Della Latta. Em pleno carnaval de Salvador, o produtor Bruno Della Latta apalpou um policial militar que estava em serviço acompanhando um bloco de rua. O PM reagiu com força, golpeando Bruno com um cassetete. Felipe saiu em defesa do namorado e acabou agredido também. Ao invés de censurar o assédio sexual contra o PM, a Globo emitiu uma nota afirmando que "iria dar o suporte necessário aos seus funcionários". 

William virou uma bruxa tupiniquim. Será imolado em praça pública por uma multidão raivosa armada não só com os tradicionais forcados e tochas, mas também com a histeria friamente calculada por quem está atacando o jornalista não por sua frase, mas por sua histórica posição antipetista. Não basta que o homem perca seu emprego e manche sua carreira. É necessário que ele encarne todos os males da república.

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